Sertã recebe ciclo de palestras sobre o cérebro e a saúde cognitiva. Foto ilustrativa: DR

A Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira (SRMP), Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) situada em Pedreira, Tomar, lançou no dia 14 de junho, junto ao Lar Raízes do Nabão, a primeira pedra da habitação colaborativa destinada a idosos ainda com autonomia, estando já em execução a fase de construção, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O projeto, constituído por duas unidades habitacionais independentes, com capacidade para 16 utentes, vai ser construído pela empresa Canto Verde – Jardins e Espaços Verdes Unipessoal. O ajuste direto foi assinado em maio e envolve um investimento a rondar os 900 mil euros e prazo de execução de 10 meses.

A habitação colaborativa (ou cohousing) é um modelo de moradia em que os moradores compartilham espaços, recursos e decisões para promover convivência, cooperação e qualidade de vida. Cada pessoa ou família tem sua casa individual, mas também existem áreas comuns (como cozinhas, lavandarias, jardins ou salas de convivência) que são geridas coletivamente. A ideia central é fortalecer laços comunitários, combater o isolamento social e solidão, promovendo um envelhecimento ativo.

IPSS da Pedreira avança com projeto de habitação colaborativa

Paula Carloto, diretora da Segurança Social do distrito de Santarém, anunciou, na ocasião, que o Lar Raízes do Nabão, da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, vai ter um financiamento de 250 mil euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, para poder alargar os seus serviços a mais 11 pessoas. 

Com o Lar Raízes do Nabão no limite da sua capacidade, com 50 utentes inscritos, a Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, enquanto instituição particular de solidariedade social (IPSS), decidiu em 2024 reforçar o apoio  de proximidade à população das freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, Carregueiros e cidade de Tomar, através de um Serviço de Apoio Domiciliário, a que se junta agora este projeto social.

Lar da Pedreira reforça apoio social com serviço domiciliário e novo lar

Segundo a Sociedade Recreativa, que gere o atual lar, o Serviço de Apoio Domiciliário, prestado à população sete dias da semana, “é uma resposta social de extrema utilidade e necessidade” no concelho, valência que decidiu implementar em 2024 tendo como estrutura suporte o Lar Raízes do Nabão.

Iniciado em 2024, o serviço tem capacidade instalada para atender 40 pessoas, pelo que a direção da IPSS apela ao uso do Serviço de Apoio Domiciliário, lembrando as vantagens do mesmo e feito notar que os preços, variáveis conforme os rendimentos de cada utente, são “extraordinariamente acessíveis”.

“O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) que implementamos nos sete dias da semana , tem como premissas a importância da manutenção do idoso no meio familiar, evitando a sua institucionalização e pela melhor relação custo/ beneficio desta forma de resposta social, e tem como objetivo principal apoiar todas as situações de forma flexível e eficaz e evoluir para um modelo avançado de SAD com uma resposta integrada e permanente aos idosos, com soluções ao nível da saúde, socialização, segurança, comunicação, atividades de vida diária, apoio aos cuidadores informais e uso de tecnologia no domicílio”, destaca a IPSS.

“O nosso SAD nos sete dias da semana é uma resposta de qualidade e proximidade, em que ajustamos os serviços às necessidades reais dos utentes, a preços extraordinariamente acessíveis, servindo todos os utentes que solicitem os serviços da Instituição num raio de atuação de 7 km abrangendo as freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, Carregueiros e cidade de Tomar.

Além da função social, enquanto IPSS, com o lar e o SAD, a Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, mantém as suas funções culturais e recreativas, com uma Banda Filarmónica, o Coro Polifónico, e uma Escola de Música de acesso gratuito, promovendo ainda o desporto natureza e a parte recreativa com diversos eventos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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