O tema foi levado a reunião camarária pelo vereador Tiago Carrão (PSD), que referiu a questão da segurança, uma “grande preocupação de toda a comunidade tomarense”, dando nota de que nos últimos 15 dias ocorreram dois episódios de maior violência, referindo-se à agressão a um militar da GNR (fora de serviço) e à agressão, com recurso a uma faca, a outro indivíduo, no mesmo local (um bar de Tomar), uma semana depois. O vereador inquiriu qual a posição do município e se a Câmara Municipal tomou alguma ação, tendo em conta os recentes acontecimentos.
Anabela Freitas fez então saber que houve uma reunião na sexta-feira (3 de fevereiro) com a PSP e a GNR, e que “o problema é a questão da perceção”, sendo que a PSP disse que iria tentar realizar um reforço de efetivos, especialmente ao fim de semana.
Segundo a autarca, não há registo de um aumento da criminalidade no concelho, embora existam algumas diferenças no tipo de criminalidade praticada. “Podíamos ter mais roubos de habitações, por exemplo, e agora podemos ter outro tipo de criminalidade. Mas não se regista um aumento da criminalidade no concelho”, explicou Anabela Freitas.
“Permitam partilhar convosco que me preocupa mais: a quantidade de acidentes que temos tido em todo o concelho – e não é por termos tido um acidente com vítima mortal este fim de semana, porque isto já vem de há algum tempo”, afirmou a eleita socialista, adiantando que já foi pedido aos serviços para que seja analisado se existe alguma relação de nexo entre os pontos negros assinalados no concelho em matéria de acidentes e os dados da Proteção Civil e da GNR.
Referindo que “todos os dias” se regista mais do que um acidente e em “zonas espalhadas” por todo o concelho, Anabela Freitas defendeu que se deve analisar o que pode ser feito, nomeadamente em matéria de pavimento ou de sinalização.
Quanto ao Conselho Municipal de Segurança, conforme questionado pelo vereador Tiago Carrão, a líder do município tomarense diz que as entidades que o compõem estão a ser contactadas para dizerem quem é o seu representante, a fim de se realizar uma reunião, mas que o município acaba por se encontrar com essas entidades noutros fóruns onde se discutem esses assuntos relacionados com a segurança.
“Nós vamos reunir o Conselho Municipal de Segurança, mas não é isso que vai resolver os problemas”, declarou.
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