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Luís Mota Figueira é professor no Instituto Politécnico de Tomar e expõe em Mação o lado do criativo, Luís Mota, um “cidadão do Mundo que inventa histórias porque surgem ideias e intenções depois materializadas em suportes através de técnicas diversas” e “estas duas experiências fazem parte da sua relação com todos os Outros”.

“Luís Mota traz a Mação esta mostra sob o título “infinitudes” porque as marcas indeléveis expostas nas obras aqui reunidas são, também, coisas de cada um de Nós. Cada obra é uma peça memorial e/ou coisa efémera, convocando os espectadores para um diálogo… aliás, como na Vida, o que nos distingue não é sermos aquilo que fazemos? Talvez por isso, se revelam nestas obras, ideias e caminhos de um mesmo indivíduo vivendo duas experiências: a do profissional académico, Luís Mota Figueira, e a do criativo, Luís Mota”, pode ler-se na apresentação deste trabalho, que vai estar em exposição até final do mês na Galeria.

Foi na aldeia de Riachos, concelho de Torres Novas, que “cedo percebeu, na oficina do Avô Luís Mota que, desenhar e traçar riscos, descobrir coisas era desejo constante que aumentou com o tempo”. Por isso, não se esquece de agradecer “aos seus Mestres (muitas pessoas a quem presta justa homenagem, académicos e não-académicos)” que se lhe ofereceram “muitas das «formas de ver»” que constam dos trabalhos que vai expondo.

Sobre o autor:

Luís Mota, nascido em 18 de dezembro de 1956, na localidade de Riachos, concelho de Torres Novas, expõe desde 1977 trabalhos realizados em ciclos de atividade artística intermediada pela vida profissional como Professor Coordenador no Instituto Politécnico de Tomar.
Desde 1991 lecionou no curso de Conservação e Restauro, Técnicas de Reprodução, Métodos de Representação, Técnicas de Produção Artística e outras disciplinas. Desde 1996, ensinou Turismo patrimonial, História da Arte, Gestão Autárquica de Recursos Turístico-Culturais, Projeto, entre outra. Usou da aprendizagem obtida desde 1988 aquando da sua iniciação como Professor do Instituto de Artes e Ofícios e, da Escola Superior de Artes Decorativas, ambas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, de Lisboa. Ali, aprendeu e apurou experiências do Design, do Artesanato, das Artes Decorativas, do Turismo Cultural e, acima de tudo, Conhecimento, com todas as Pessoas, trabalhando em Desenho de Ornato, Desenho de Móveis, Técnicas de Produção Artística e outras áreas. O legado adquirido na Escola Industrial de Torres Novas e na Escola de Artes Decorativas António Arroio, no ARCO, nas Faculdades de Letras de Lisboa e de Coimbra, na Universidade de Aveiro e, noutros muitos lugares de experiências estéticas, umas completas e outras interrompidas, molda a sua vida, marcada pela motivação criativa e felicidade em conhecer a envolvente do que o rodeia, envolvendo-se.

Quanto ao convite para expor em Mação, pelo presidente do Município, o autor diz que aceitou “porque Mação e as suas Gentes, quer residentes, quer em trânsito, nomeadamente Estudantes, Colegas e outros Profissionais, fazem parte da geografia profissional e pessoal da sua vida”, esperando “corresponder a tão honrosa confiança”.

“Cecília Baptista, sua mulher, e Inês Melo, sua filha, e felizmente, alguns Amigos de sempre, de hoje e do futuro, têm sido – e são – companheiros e cúmplices de muitas das linhas e manchas que ilustram a infinitude, a ausência de limite, que dá tema a esta mostra”, refere-se, em jeito de sinopse desta sua obra.

A exposição ficará patente até dia 30 de outubro na Galeria Carlos Saramago, no Centro Cultural Elvino Pereira, na vila de Mação.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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