Capela do Zevão, no concelho de Vila de Rei, com um cenário desolador ao seu redor Foto: Elsa Ribeiro Gonçalves/mediotejo.net

A secção concelhia do PSD de Vila de Rei denuncia, em comunicado enviado ao mediotejo.net, a “total discriminação para os territórios que arderam entre os dias 17 de junho e 15 de outubro”, caso do seu concelho.

Esta denúncia do PSD de Vila de Rei surge após o Conselho de Ministros desta quinta-feira ter aprovado a extensão dos apoios de Pedrógão Grande aos municípios afetados pelos incêndios de outubro, e após o PSD afirmar que “o Governo e o PS estão a discriminar vários concelhos afetados pelos incêndios”.

No mesmo documento pode ler-se que “os efeitos dos incêndios não se esgotam nessas datas e territórios, pelo que o PSD de Vila de Rei vem denunciar a contínua e profunda discriminação existente para com o Concelho de Vila de Rei, que infelizmente também foi alvo, e de uma forma extremamente devastadora, dos incêndios de 2017”, ano que a Concelhia sublinha ter sido marcado “pelos maiores incêndios de que há memória em Portugal”.

O PSD de Vila de Rei afirma ainda que se tem assistido “a uma tentativa desesperada do governo de lançar medidas, caso a caso, mais preocupado em responder à pressão mediática criada, do que efetivamente, em traçar planos transversais e pensados para todos os territórios afetados”, atuando em linha com “o foco mediático” que se centrou no incêndio de Pedrogão, a 17 de junho e nos vários incêndios que ocorreram a 15 e 16 de outubro, “essencialmente devido às perdas humanas que, lamentavelmente ocorreram, tendo o restante território sido relegado para segundo plano”, lê-se.

Deste modo, o PSD de Vila de Rei diz “não compreender porque razão, no âmbito do apoio aos agricultores afetados, existem municípios em que todos os pequenos agricultores (abrangidos pelos incêndios de 15 de outubro), independentemente da dimensão ou de terem registo de atividade, recebem um apoio até 100% dos prejuízos, até ao montante de 1.035€, e os vilarregenses em condições semelhantes não obtenham semelhante apoio do Governo”.

Também a exclusão do concelho de Vila de Rei no âmbito do projeto de reflorestação previsto para os concelhos que arderam em 17 de junho, bem como a exclusão de Vila de Rei da criação de cadastro florestal, previsto para os concelhos que arderam também em 17 de junho e mais alguns posteriormente adicionados, preocupa os social-democratas, que assumem o concelho enquanto “uma ilha sem cadastro”, considerando-se que “todos os outros territórios em seu redor passarão a possuir esse instrumento, imprescindível para a adoção de medidas de ordenamento florestal, bem como de todo o território”.

O PSD de Vila de Rei recorda ter apresentado uma proposta de Tomada de Posição da Assembleia Municipal de Vila de Rei, bem como a aprovação de uma moção por parte da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

O mesmo comunicado termina referindo-se que “pelo exposto, e porque para o governo nada ardeu entre 17 de junho e 15 de outubro, somos a reivindicar o fim das discriminações entre territórios, entre concelhos vizinhos, entre pessoas com problemas iguais que têm tratamentos totalmente diferentes. O PSD de Vila de Rei insurge-se contra tal discriminação, solicitando o mesmo tratamento para os vilarregenses, daquele que outros têm”.

Incêndios | Governo estende apoios de Pedrógão a municípios afetados por fogos de outubro

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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