Incêndio em Saramaga, Sardoal (2017) Fotografia: Paulo Jorge de Sousa

A diretiva operacional nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), refere que em todas as fases de empenhamento de meios, cujo primeiro reforço acontece no domingo, há um aumento de operacionais e viaturas, mantendo-se os meios aéreos em igual número a 2021.

Segundo a DON, o dispositivo terrestre contará com 12.917 elementos, 3.062 equipas e 2.833 viaturas durante o período de maior empenhamento, entre 01 de julho e 30 de setembro, denominado Nível IV.

Em 2021, o número de operacionais que estiveram envolvidos no combate aos incêndios entre julho e setembro cifrou-se nos 12.058, significando que este ano há mais 850 elementos para o combate aos fogos.

De acordo com a DON, fazem parte do DECIR equipas dos corpos de bombeiros, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, Força Especial de Proteção Civil, Força de Sapadores de Bombeiros Florestais e equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), equipas e brigadas de sapadores florestais e equipas da empresa privada AFOCELCA.

Do total dos operacionais envolvidos, o maior número pertence aos bombeiros (5.332), dos quais 2.589 são das Equipas de Intervenção Permanente, seguido do ICNF (2.381), da GNR (2.064) e da Força Especial 917 de Proteção Civil (230).

O primeiro reforço de meios no âmbito do DECIR acontece no domingo, em que vão estar no terreno 9.630 elementos e 2.165 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados a 01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, que o dispositivo está na sua máxima capacidade, voltando depois a serem reduzidos a partir de outubro.

A DON indica que, entre 01 e 30 de junho, vão estar operacionais 10.653 elementos e 2.427 veículos, enquanto entre 01 e 15 de outubro vão estar 11.007 elementos e 2.353 carros de combate.

Em relação ao dispositivo aéreo, o DECIR 2022 contará com 14 meios aéreos em permanência, que aumentam para 37 aparelhos entre 15 a 31 de maio, passando a contar na capacidade máxima, entre 01 de junho e 15 de outubro, com 60 meios.

Quarenta e um meios aéreos estarão disponíveis entre 16 e 31 de outubro.

No âmbito do DECIR está já em funcionamento, desde o dia 07 de maio, a Rede Nacional de Postos de Vigia, da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana, composta por 77 postos de vigia para prevenir e detetar incêndios, que aumentam para 230 em julho e até setembro.

A diretiva estabelece ainda os procedimentos de segurança individuais e coletivos que cada operacional deve ter na frente de um incêndio, dando conta dos princípios básicos de segurança e recorda que “o perigo é iminente”.

A apresentação pública do DECIR realiza-se no sábado em Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Dados provisórios do ICNF indicam que até hoje deflagraram 3.093 incêndios rurais, que provocaram 9.781 hectares de área ardida, 76% dos quais em matos.

Incêndios | Bombeiros voluntários vão receber 61 euros por dia

Os bombeiros voluntários que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) vão receber este ano 61 euros por dia, mais quatro euros do que em 2021, segundo a diretiva financeira hoje aprovada pelo Governo.

A diretiva financeira 2022, aprovada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), estabelece a comparticipação do Estado às despesas resultantes das intervenções dos corpos de bombeiros nos diferentes dispositivos operacionais da proteção civil, nomeadamente no DECIR.

Além do aumento do valor diário que cada bombeiro voluntário vai receber, de 57 para 61 euros, a comparticipação diária aos elementos de comando também sobe de 67 para 71 euros, refere o MAI em comunicado.

O Ministério tutelado por José Luís Carneiro destaca o aumento de 7% nos montantes associados à comparticipação diária efetuada aos bombeiros integrados nos dispositivos.

A diretiva financeira deste ano atualiza em cerca de 15% os montantes das despesas com alimentação, passando o valor do almoço e do jantar de 8,75 para 10 euros.

Segundo o MAI, vai ser dado um apoio específico superior a meio milhão de euros, a pagar numa única tranche em junho, às associações humanitárias detentoras de corpos de bombeiros que constituam ou acolham equipas DECIR.

O MAI refere que este apoio visa comparticipar as despesas logísticas decorrentes do empenhamento operacional, num montante diário de cinco euros por cada equipa de combate a incêndios (constituída por cinco bombeiros) e dois euros por equipa de apoio logístico ao combate (constituída por dois bombeiros).

A diretiva financeira 2022 formaliza também um apoio financeiro específico às corporações de bombeiros que contribuem com veículos para as brigadas de reforço destacadas, estando previsto para esta capacidade de reforço passível de ser mobilizada para áreas de maior risco o pagamento mensal entre 100 a 800 euros por mês, em função da tipologia de veículos a empenhar.

O MAI refere que a diretiva financeira atualiza igualmente as regras e procedimentos associados à reparação e reposição dos veículos integrados nas operações, sendo valorizado a reposição dos veículos que apresentam maior vida útil.

De acordo com o MAI, a diretiva financeira 2022 representa um reforço de 3,2 milhões de euros no montante alocado, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, aos dispositivos operacionais.

O MAI realça ainda que a diretiva foi aprovada em articulação com a Liga dos Bombeiros Portugueses.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) vai ter o primeiro reforço adicional de meios no domingo.

Durante a época considerada mais crítica, entre julho e setembro, o DECIR tem a sua capacidade máxima ao dispor de cerca de 13 mil operacionais, três mil meios terrestres e 60 meios aéreos.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.