Gavião recebe especialistas para seminário sobre emergência climática. Foto arquivo: Paulo Jorge de Sousa

Nove das 11 juntas de freguesia do concelho de Tomar integram este ano o dispositivo municipal de combate a incêndios rurais, colocando no terreno viaturas equipadas com ‘kits’ de primeira intervenção para combate e dissuasão, anunciou o município.

“São nove das nossas 11 freguesias (…) onde a mancha florestal é grande e que, efetivamente, têm aderido a esta iniciativa muito importante, não só para a vigilância e para a dissuasão, mas também para essa primeira intervenção no caso de uma ocorrência, naqueles primeiros minutos e até que os bombeiros cheguem” ao local do incêndio, disse o presidente da Câmara de Tomar.

Hugo Cristóvão (PS) lembrou que Tomar é um concelho com uma “grande mancha florestal” e destacou os fatores de “proximidade” e maior “rapidez” na resposta a um ataque inicial.

Nove freguesias de Tomar vão estar equipadas com ‘kits’ de primeira intervenção. Foto: CMT

Nesse sentido, e por considerar que os presidentes de junta “são os primeiros responsáveis pela proteção civil” no seu território, o autarca estabeleceu protocolos com as juntas de freguesia com vista à operacionalização dos ‘kits’ de primeira intervenção no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

Hugo Cristóvão (PS), presidente da Câmara Municipal de Tomar. Foto: mediotejo.net

Assim, as carrinhas ligeiras que receberam os ‘kits’ ficaram equipadas com maquinaria, mangueira e tanque com capacidade para cerca de 600 litros de água.

Nos períodos de alerta laranja e vermelho estarão pré-posicionadas em locais estratégicos, dentro do limite da respetiva freguesia, locais esses definidos previamente pelo comandante dos Bombeiros de Tomar.

Desta forma, e de acordo com o Plano Municipal de Combate a Incêndios, a Câmara de Tomar “tem vindo a dotar as juntas com estes ‘kits’, que devem estar disponíveis em permanência durante o período do DECIR, nos níveis III e IV, de 01 de junho a 30 de setembro” e, “caso detetem alguma ignição, podendo responder de forma mais célere e eficaz, até que cheguem os reforços” ao local.

Outro dos objetivos “é que, com estes ‘kits’, também haja algum trabalho de vigilância dentro de cada freguesia e, no fundo, também de dissuasão” de práticas criminosas, disse o presidente da Câmara.

Os protocolos estabelecidos com as juntas de freguesia preveem que o município forneça 200 litros de gasóleo por mês, por ‘kit’ de primeira intervenção, além daquele que seja fornecido em caso de ocorrência na respetiva freguesia.

A autarquia assume ainda o pagamento da água utilizada em caso de acionamento do ‘kit’ e a avaliação anual de degradação do material utilizado, apoiando a sua substituição.

A Câmara assegura também a formação anual aos elementos que operam com o ‘kit’, em cada freguesia, que terão igualmente acompanhamento por parte do gabinete técnico florestal.

O principal compromisso das juntas de freguesia será participarem em ações de vigilância móvel, na área da freguesia, quando o risco de incêndio for de nível IV ou superior, devendo ainda manter os ‘kits’ operacionais durante todo o período do DECIR e participar em ações de rescaldo quando tal for solicitado pelo comando das operações.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2024 foi apresentado em Ourém, na presença da ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.

Os operacionais envolvidos no combate aos incêndios rurais vão aumentar ligeiramente este ano, estando previstos para os meses considerados mais críticos 14.155 elementos, mas o dispositivo vai contar com menos dois meios aéreos, segundo a diretiva operacional nacional, que estabelece o DECIR.

C/LUSA

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