O bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco Antonino Dias, o padre Carlos, Elicídio Bilé, presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco, na entrega de uma habitação recuperada na região de Abrantes. Foto arquivo. mediotejo.net

O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco disse hoje que o território do interior desertificado não pode continuar a ser ignorado e a ser pasto de chamas, de abandono e de desumanização.

Em comunicado publicado hoje no sítio da internet da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé defende que, em período pré-eleitoral, “é necessário que a sociedade humana e os partidos políticos mudem de paradigma e ouçam os lamentos vindos de todo o lado, sobretudo dos autarcas e das corporações de bombeiros (…)”.

O presidente da Cáritas Diocesana recorda que, ainda não cicatrizadas as feridas que os incêndios de 2017 abriram, e as mesmas populações, paróquias, autarquias e corporações de bombeiros estão de novo confrontados com o flagelo do território ardido, das habitações e dos bens patrimoniais destruídos, com a voragem das chamas e com a angústia das comunidades.

“Ouve-se o clamor de quem, repetidamente, vive rodeado de desolação, de paisagem queimada, de ar irrespirável. No ar ficam as perguntas de sempre, formuladas todos os anos: Porquê? Quem não aprendeu ou não quer aprender com a história recente? Porque se legisla para punir os poucos agricultores e as resilientes populações e não se põe em prática o manancial de legislação que pode contribuir para combater e evitar o flagelo dos fogos florestais?”, questiona.

Elicídio Bilé defende que é necessário que todos estejam empenhados na coesão territorial, como grande objetivo para o desenvolvimento humano, harmonioso, integral e feliz.

“Ainda é muito cedo para fazer um balanço exaustivo do que está, mais uma vez, a acontecer no território da Diocese de Portalegre e Castelo Branco em matéria de fogos florestais”, conclui.

Vários incêndios deflagraram no distrito de Castelo Branco ao início da tarde de sábado. Dois com origem na Sertã e um em Vila de Rei assumiram maiores dimensões, tendo este último alastrado, ainda no sábado, ao concelho de Mação, distrito de Santarém.

 

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *