Incêndios | Fogos em Tomar e da Serra da Estrela dados como dominados. Foto arquivo: @Pedro Abranches D'Aguiar Mateus

O incêndio que deflagrou às 19:48 de sexta-feira em Olalhas (Tomar) e que obrigou ao encerramento temporário da praia fluvial de Bairrada/Bairradinha, no concelho vizinho de Ferreira do Zêzere, foi dado como dominado durante esta madrugada, tendo entrado em fase de resolução. Às 9h00 deste sábado estavam na freguesia de Olalhas perto de 200 bombeiros, apoiados por 57 viaturas e um meio aéreo.

Já o incêndio que lavra desde 06 de agosto na serra da Estrela e que atingiu os distritos de Castelo Branco e da Guarda foi dado como dominado pelas 23:30 de sexta-feira.

Às 00:30 de hoje o único incêndio ativo de grandes dimensões lavrava em Casal da Pereira, Tomar, desde as 19:48 de sexta-feira, numa zona de “difíceis acessos”, explicou à Lusa o comandante Pedro Araújo.

Segundo o ponto da situação às 23:15, o fogo tinha três frentes, já com uma dominada, e lavrava em zona de pinhal e eucaliptal, tendo sido projetada para o teatro de operações uma máquina de rasto, por causa da dificuldade de acessos, adiantou o comandante da ANEPC.

O incêndio que lavra desde 06 de agosto na serra da Estrela foi dado como dominado pelas 23:30 de sexta-feira, mas há muitos pontos quentes e os trabalhos vão prosseguir no terreno para consolidar o trabalho e evitar reacendimentos.

“O incêndio foi dado como dominado às 23:36, mas os trabalhos vão manter-se seguramente ao longo dos próximos dias para evitar qualquer reacendimento”, explicou à agência Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), sobre o fogo que consumiu até sexta-feira à noite mais de 17 mil hectares.

Pedro Araújo realçou que “ainda se esperam muitas horas de trabalho pela frente” no terreno, onde se vai manter um elevado número de meios.

“A partir de agora entramos no que é conhecida como a fase de rescaldo e consolidação, depois havemos de passar a uma fase de vigilância, e tendo em conta a dimensão deste incêndio, grande parte destes meios vão-se manter no teatro de operações por muitas horas”, frisou, prevendo que os trabalhos decorram “durante a próxima semana”.

Pedro Araújo sublinhou ainda que o fogo, que ocorreu a mais de mil metros de altitude e que estava a poucas horas de cumprir sete dias em fase ativa, teve “características muito particulares, tanto de progressão como de vegetação, numa área que não ardia há vários anos, com uma manta morta muito extensa, uma carga calorífica muito elevada, a libertar muita energia”.

“Os incêndios em montanha têm características particulares mas que criam naturalmente muitas dificuldades aos operacionais, quer na progressão no terreno, quer também na capacidade que têm de transportar seja materiais, seja água, ou na consolidação das linhas de fogo. Não basta o meio aéreo largar água. É preciso atuar no terreno e fazer separação do verde do queimado, para que não haja continuidade”, explicou.

Segundo o sistema de vigilância europeu Copernicus, mais de 17 mil hectares já arderam até sexta-feira à noite no fogo na Serra da Estrela.

Em causa está uma área de parque natural, classificada, mas, segundo uma resposta enviada na sexta-feira à Lusa pela Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), “nada indica que o geoparque da Estrela perca tal classificação apenas por motivos relacionados com um fogo florestal”.

C/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.