Fogo de Ourém reativou-se ao início da tarde e obrigou ao corte da circulação ferroviária da Linha do Norte durante várias horas. Foto: Luís Ribeiro

20: 30 – A circulação “sem restrições” de comboios na linha do norte, que tinha estado cortada face à reativação do incêndio de Ourém, foi restabelecida a partir das 20:12, disse hoje à Lusa fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP).

“O incêndio entre Caxarias e Albergaria dos Doze foi dominado nas imediações da via férrea”, disse a mesma fonte, referindo que “a tensão foi reposta” e “restabelecida a circulação normal sem restrições a partir das 20:12”.

A circulação ferroviária na linha do norte estava cortada desde as 15:18 devido à reativação do incêndio em Caxarias, concelho de Ourém, distrito de Santarém, e Albergaria dos Doze, concelho de Pombal, distrito de Leiria.

Pelas 19:00, estavam retidos cinco comboios ao longo da Linha do Norte e a CP tentou arranjar autocarros para fazer o transbordo rodoviário dos passageiros.

No entanto, com o restabelecimento da circulação acabou por não ser necessário ativar o transbordo rodoviário e estes cinco comboios vão retomar o seu caminho, de acordo com fonte oficial da CP.

O incêndio no concelho de Ourém tinha entrado em resolução no sábado e reativou-se ao início da tarde de hoje. Na sexta-feira, a linha do norte também esteve cortada devido ao mesmo incêndio, o que obrigou a CP a providenciar o transbordo rodoviário para os passageiros que circulavam nos comboios que tiveram de parar. Às 18:06 um outro incêndio deflagrou no concelho de Ourém, em Mosqueiro, na freguesia de Seiça, e às 21:15 estava a ser combatido por 92 bombeiros apoiados por 32 viaturas. Na freguesia de Espite, à mesma hora, estavam no local 405 operacionais e 123 viaturas.

Fogo em Espite, Ourém, reativou-se ao início da tarde

17:15 – O incêndio no concelho de Ourém que tinha entrado em resolução no sábado reativou-se ao início da tarde de hoje, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém. Devido às chamas, a circulação ferroviária na Linha do Norte está cortada entre Fátima e Albergaria.

Segundo a mesma fonte, o reacendimento do fogo que deflagrou na sexta-feira, em Carvalhal, fregeusia de Espite, ocorreu às 14:30. Cerca das 17:30, o incêndio estava a ser combatido por 416 bombeiros, apoiados por 116 viaturas e nove meios aéreos.

No local, estava ao início da manhã de hoje um dispositivo com mais de 300 operacionais e cerca de uma centena de veículos em vigilância face a possíveis reativações.

No sábado, em declarações à Lusa, Jorge Gama, comandante dos bombeiros de Vila Nova da Barquinha ao serviço no CDOS de Santarém, alertou que o rescaldo iria ser demorado.

“Com o aumento da temperatura e o vento, a humidade vai baixar bastante e pode haver alguma reativação”, disse.

Esta tarde, cerca das 17:30, o distrito de Santarém tinha mais um incêndio ativo, na localidade de Santa Catarina, freguesia de Casais e Alviobeira (Tomar) e que estava a ser combatido por 76 bombeiros, apoiados por 16 viaturas e dois meios aéreos. O incêndio deflagrou às 17:07 e entrou em fase de resolução antes do cair da noite. Às 21:15 estavam no local 62 bombeiros apoiados por 15 viaturas.

Portugal entrou hoje, às 00:00, em situação de alerta devido ao “agravamento do risco de incêndio rural” e ao aumento das temperaturas, após semanas com fogos que, só na serra da Estrela, destruiu mais de 28 mil hectares.

A situação de alerta, anunciada na sexta-feira, mas formalizada no sábado, por decisão dos ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional, do Trabalho, da Saúde, do Ambiente e da Agricultura, prevê medidas extraordinárias e será reavaliada pelo Governo na segunda-feira.

De hoje até terça-feira, é proibido circular ou permanecer nos espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem, fazer queimadas ou trabalhos nos espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos que tenham a ver com combate a incêndios.

É igualmente proibido o uso de fogo de artifício ou outros artefactos pirotécnicos, estando suspensas as autorizações que tenham sido entretanto emitidas, de acordo com a informação do Ministério da Administração Interna.

Cortada circulação ferroviária da Linha do Norte

A circulação ferroviária na Linha do Norte esteve hoje cortada entre Fátima e Albergaria, devido à reativação do incêndio que lavra entre Caxarias, no concelho de Ourém, distrito de Santarém, e Albergaria, no distrito de Aveiro., entre as 15.18 e as 21:12.

Em resposta enviada à agência Lusa, a Infraestruturas de Portugal (IP) referiu, a meio da tarde, que, desde as 15:18, “está suspensa a circulação da Linha do Norte, nas duas vias, entre Fátima e Albergaria, devido à reativação do incêndio [que lavra] entre Albergaria e Caxarias”.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da CP disse que os comboios que estavam em circulação na Linha do Norte “estão parados” e que aqueles que estavam para sair, nomeadamente de Lisboa e do Porto, permanecem nas respetivas estações, até que haja autorização para que possam voltar a circular.

A CP disse ainda que estava “a considerar o transbordo rodoviário”.

Na sexta-feira, a Linha do Norte também esteve cortada devido ao mesmo incêndio que lavrava no concelho de Ourém, o que obrigou a CP a providenciar o transbordo rodoviário para os passageiros que circulavam nos comboios que tiveram de parar.

O incêndio no concelho de Ourém que tinha entrado em resolução no sábado reativou-se ao início da tarde de hoje, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, a que se juntou um outro na freguesia de Seiça. Ourém era, ao início da noite, o único município do distrito com fogos ativos e por dominar.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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