Foto ilustrativa: Getty Images

Um ex-militar da GNR com cadastro por atear fogos florestais, em Abrantes, foi detido de novo pela PJ de Leiria, por ser o suspeito de vários incêndios que deflagraram na última semana na zona norte do concelho. O incendiário, de 48 anos, estava em liberdade desde maio, altura em que foi condenado a quatro anos de prisão, pena que ficou entretanto suspensa. Presente ao Tribunal de Santarém na sexta-feira o juiz decretou a prisão preventiva, medida máxima de coação.

Um dos incêndios dos quais o ex-agente da GNR é o principal suspeito deflagrou na segunda-feira junto à povoação de Ribeira da Brunheta , na União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, e só ficou controlado três horas depois, em resultado da intervenção dos bombeiros, que mobilizaram mais de 200 operacionais, 60 viaturas e dez meios aéreos. Nesta última semana, no concelho de Abrantes, os bombeiros foram chamados a combater pelo menos cinco fogos, o que desde logo levantou suspeitas.

O ex-militar da GNR, que está aposentado há 18 anos “por incapacidade para o serviço público policial, foi detido quarta-feira e foi presente na sexta-feira ao Tribunal de Santarém, para aplicação de medidas de coação, tendo ficado em prisão preventiva.

As informações são avançadas pelo jornal CM, num trabalho da jornalista Isabel Jordão, que adianta que o detido tem “hábitos de alcoolismo não resolvidos, mesmo após tratamentos de desintoxicação” e problemas do foro psiquiátrico. Vive com o pai e desloca-se de moto pela floresta, ateando os incêndios com chama direta. Desde que foi detido, na quarta-feira, não houve registo de mais incêndios na zona de Abrantes.

 

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *