Eduardo Cabrita visitou o posto de comando montado em Cardigos a 22 de julho de 2019, num incêndio que deflagrou em Mação. Foto arquivo: mediotejo.net

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou hoje que o combate ao incêndio de Vila de Rei e de Mação foi “bem feito” e que ocorreu “uma articulação extremamente qualificada” dos meios no terreno.

“Este foi um combate bem feito, num incêndio particularmente difícil, num incêndio que começou num conjunto de circunstâncias estranhas, cinco incêndios a começarem numa zona muito próxima à mesma hora, três deles adquiriram grande dimensão, o maior o de Vila de Rei, naturalmente, que teve uma evolução muito difícil, como já referi”, disse o governante.

Segundo Eduardo Cabrita, “a orientação estratégica definida o ano passado, que já foi testada o ano passado com resultados encorajadores, desta vez teve resultados ainda mais positivos”.

O ministro da Administração Interna falava hoje aos jornalistas, na Guarda, à margem da inauguração de um sistema de videovigilância para deteção de incêndios rurais no território da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE).

“E aquilo que funcionou aqui [no incêndio de Vila de Rei e de Mação] foi uma articulação extremamente qualificada, coordenada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mas que envolveu” bombeiros voluntários “de Beja ao Porto”, bombeiros profissionais, sapadores florestais, as Forças Armadas e estruturas de apoio (ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, AGIF – Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais, Segurança Social, INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica e Cruz Vermelha), acrescentou.

O ministro observou que o incêndio que atingiu grandes proporções traduziu-se “no primeiro incêndio de grande dimensão deste ano sem qualquer vítima mortal”.

“E com um nível de danos que nos permitiu, por exemplo, comparando com o de Monchique, o ano passado, não ter sido necessário evacuações significativas, porque atempadamente foram feitas as intervenções de proteção de aglomerados”, rematou.

Eduardo Cabrita referiu ainda que o Governo tem “toda a solidariedade com as pessoas que estão na área mais diretamente afetada por este ou por qualquer outro incêndio”.

Agência de Notícias de Portugal

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1 Comment

  1. Nestas alturas é que sente a falta que os Governadores Civis fazem. Naquele tempo em que havia Governadores Civis, os mesmos tinham um papel importante em tudo o que respeitasse à Protecção Civil e eram respeitados e ouvidos pelos politicos fossem eles Presidentes de Câmara ou mesmo Ministros… mas acabaram com eles…

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