Bombeiros de Abrantes receberam nova viatura de combate a incêndios no âmbito do PRR. Foto: DR

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) entregou no dia 14 de junho, em Pombal, um total de 15 veículos de combate a incêndios florestais a corporações de bombeiros voluntários, entre eles do de Abrantes (VFCI), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Médio Tejo vai receber mais três viaturas, com uma VFCI a ir para Mação e duas VTTF para Tomar e Ourém.

Na ocasião foram também atribuídos cinco veículos de comando à estrutura operacional da ANEPC.

Segundo a Proteção Civil, foram entregues às corporações de bombeiros 10 veículos florestais de combate a incêndios (VFCI) e cinco veículos tanque táticos florestais (VTTF) ao abrigo do programa “Mais floresta – Reforma do Sistema de Prevenção e Combate de Incêndios”, do Plano de Recuperação e Resiliência (com financiamento europeu).

As viaturas foram entregues a corporações de bombeiros voluntários de Abrantes, Alcoutim, Almodôvar, Cercal do Tejo, Grândola, Vinhais, Loulé, Macedo de Cavaleiros, Mora, Pombal, Sabugal, Santiago do Cacém, Sines, Torrão e Vila Nova de Milfontes.

A ANEPC indica que este é o segundo lote de veículos entregue aos bombeiros de um total de 81 adquiridos no âmbito do PRR. As primeiras 10 viaturas foram entregues em maio.

Primeiro-ministro pede colaboração, entreajuda e coordenação no combate aos incêndios. Foto: ANEPC

Em nota publicada na página da ANEPC, esta explica que, através da medida “Reforço das Entidades do Ministério da Administração Interna, com veículos e equipamentos operacionais”, foi possível a aquisição de 81 veículos das tipologias VFCI e VTTF, num montante de mais de 14 milhões de euros e que se prevê distribuir até ao final do ano.

Estes veículos “vão permitir aumentar a capacidade da resposta operacional dos corpos de bombeiros, representando a maior distribuição de veículos para resposta aos incêndios rurais de sempre”.

Primeiro-ministro pede colaboração, entreajuda e coordenação no combate

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, presente na sessão, apelou aos agentes envolvidos no combate aos incêndios que desenvolvam espírito de colaboração, entreajuda e coordenação na luta contra os fogos.

Dirigindo-se aos bombeiros, corpos dirigentes, autoridades de segurança, Forças Armadas e presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), presentes em Pombal para a cerimónia de entrega de novos veículos de combate a incêndios, Luís Montenegro deixou um “apelo muito, muito firme de desenvolvimento do espírito de colaboração, entreajuda e de coordenação”.

Os responsáveis e agentes envolvidos no dispositivo de combate aos fogos devem estar “todos preocupados não com a nossa própria visão e a nossa própria específica área de ação”, mas “com aquilo que é um objetivo que está acima de qualquer um de nós e de qualquer uma das instituições que qualquer um de nós representa”, apontou.

Comparando as instituições e os meios envolvidos na luta contra os incêndios com o quadro político, Montenegro pediu a aplicação da filosofia que diz defender para o executivo que lidera: “O Governo também não resolve tudo e também não é o exclusivo da determinação das políticas públicas e das respetivas orientações”.

A poucos dias do início do verão e do período de maior perigosidade de fogos, o primeiro-ministro frisou a necessidade de Portugal estar unido.

“Nós precisamos de estar coordenados e coordenar as instituições e as populações de Portugal connosco; nós precisamos de estar à altura daquilo que é seguramente a ação mais nobre que todos podemos alcançar: o bem comum”, de modo a “diminuir o risco daqueles que poderão passar por episódios de emergência, diminuir o impacto que esses episódios podem trazer” e “reforçar o sentimento de segurança de cada um de nós”, disse.

Num repto aos presentes na cerimónia, Luís Montenegro lembrou que a sua própria ação “é uma componente importante da vida de cada português”.

“Aqueles que são atingidos por ocorrências graves estão à espera de nós, mas há muitos – diria todos – que, não estando nessa circunstância, a cada dia têm o receio de poderem vir a estar. E querem estar tranquilos, sabendo que nós podemos estar lá no momento em que é necessário”, concluiu.

Bombeiros de Abrantes receberam nova viatura de combate a incêndios no âmbito do PRR. Foto: DR

O dispositivo de combate a incêndios rurais voltou no dia 01 a ser reforçado pela segunda vez este ano, passando a estar no terreno 12.096 operacionais e 70 meios aéreos.

Este dispositivo vai estar no terreno todo o mês de junho, no que é denominado ‘nível Charlie’.

Os meios de combate voltarão a ser reforçados em 01 de julho e até 30 de setembro – ‘nível Delta’ -, naquela que é considerada a fase mais crítica de fogos e que mobiliza o maior dispositivo. Estarão este ano em prontidão 14.155 operacionais de 3.162 equipas e 3.173 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2023.

No entanto, a época considerada mais crítica em incêndios rurais vai contar este ano com 70 meios aéreos, menos dois do que em 2023.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) dão conta de que este ano ocorreram, até 01 de junho, cerca de 1.200 ocorrências de incêndios que queimaram aproximadamente 2.000 hectares.

C/LUSA

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