Incêndios este sábado no Médio Tejo estavam todos dominados ao final da tarde. Foto: Rio de Moinhos/Flávio Catarino

Os incêndio que deflagraram este sábado em Rio de Moinhos (Abrantes), Santiago de Montalegre (Sardoal) e em Espite, Matas e Cercal (Ourém) estavam todos em fase de conclusão ao início da noite. Às 20h00, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estavam em Rio de Moinhos 14 operacionais em vigilância e em consolidação dos trabalhos, apoiados por 2 viaturas, e em Santiago de Montalegre estavam 23 bombeiros apoiados por 7 veículos. Em Cumieira, Espite, ccrca das 20h00 estavam no local 3 bombeiros em vigilância.

Mais de 400 operacionais combatiam às 18:00 de hoje os 11 incêndios ativos em Portugal continental, menos de metade do que o registado à mesma hora na sexta-feira, segundo a Proteção Civil. Segundo a informação disponível na página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 18:00 de hoje estavam no terreno a combater os incêndios ativos 409 operacionais, apoiados por 103 viaturas e 13 meios aéreos.

Quanto aos incêndios dominados, 11, mobilizavam 383 operacionais, com o apoio de quase 120 veículos e dois meios aéreos. Esta tarde, a região Norte continua a ser a mais afetada pelos incêndios e o fogo que lavra desde as 14:45 na freguesia de Bustelo, no concelho de Chaves, sofreu uma “reativação forte”, depois de ter sido dado como dominado.

Equipa que investiga acidente que vitimou piloto remete primeiros dados para 2ª feira

O gabinete de investigação de acidentes aéreos iniciou hoje os trabalhos para apurar as causas do acidente, sexta-feira, com um avião de combate a incêndios, que vitimou o piloto, remetendo para segunda-feira a divulgação dos factos entretanto apurados.

Em comunicado, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) afirma que a equipa enviada para o local registou e analisou hoje, no local do acidente, o estado dos destroços da aeronave, os quais vão ser transportados para o hangar de investigação que possui no aeródromo de Viseu, para realizar “os trabalhos de perícias técnicas através de testes e ensaios”.

“O GPIAAF prevê publicar no final da próxima segunda-feira, dia 18, uma nota informativa dando conta dos factos apurados, conforme confirmados até essa data, e dos passos seguintes da investigação”.

Equipa que investiga acidente que vitimou piloto remete primeiros dados para 2ª feira. Foto: DR

Agradecendo às autoridades e populações locais o apoio e as informações prestadas à sua equipa, o GPIAAF apela “a outras pessoas que julguem dispor de informação relevante, nomeadamente imagens do acidente ou da operação realizada no local pelas aeronaves antes do acidente, para contactar o Gabinete através do email occreport@gpiaaf.gov.pt”.

O GPIAAF anunciou sexta-feira à noite, que iria mobilizar uma equipa de investigação de maneira a estar no local ao nascer do dia de hoje, a qual, segundo a informação hoje divulgada, iniciou trabalhos “assim que houve condições de luminosidade”.

Segundo o comunicado, a equipa registou e analisou o estado dos destroços da aeronave no local, prosseguindo hoje e ao longo do dia de domingo “a fase inicial da investigação”.

Os investigadores estão a entrevistar testemunhas, nomeadamente os pilotos das aeronaves que se encontravam no local, e a recolher “um primeiro conjunto de informação documental necessária junto da empresa envolvida”.

Os destroços do avião “serão transportados proximamente para o hangar de investigação do GPIAAF localizado no aeródromo de Viseu, onde serão posteriormente realizados os trabalhos de perícias técnicas através de testes e ensaios”, acrescenta.

O piloto de um avião anfíbio de combate a incêndios morreu sexta-feira após a queda da aeronave que pilotava, numa vinha da Quinta do Crasto, em Castelo Melhor, concelho de Foz Coa, distrito da Guarda.

“O óbito foi decretado no local pela equipa médica do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica. O corpo do piloto ficou carbonizado e o avião anfíbio completamente destruído”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Foz Coa, João Paulo Sousa.

Segundo uma nota da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o acidente foi dado às 19:55 e o “avião anfíbio médio FireBoss, do Centro de Meios Aéreos de Viseu, afeto ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais” estava a operar num incêndio em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

Portugal em situação de contingência até domingo

Portugal continental está em situação de contingência até domingo devido às previsões meteorológicas, com temperaturas muito elevadas em algumas partes do país, e ao risco de incêndio.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

O Governo decide no domingo se prolonga a situação de contingência devido ao risco de incêndio rural, depois de ter estado em vigor durante uma semana.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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