Foto ilustrativa: DR

Um incêndio que deflagrou na noite de sábado, às 22:38, numa zona florestal em Vila de Rei, envolveu 201 operacionais no combate às chamas durante a noite, tendo sido dominado esta manhã, segundo a Proteção Civil. No local estão ainda 196 bombeiros, apoiados por 63 viaturas e dois meios aéreos.

O fogo “foi dominado às 06:35”, afirmou à Lusa fonte da Proteção Civil, referindo que não há feridos nem habitações afetadas. O alerta para o “incêndio em povoamento florestal, no sitio de Abrunheiro Grande” foi dado às 22:38, indicou durante a madrugada o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa.

No terreno, encontram-se ainda 196 operacionais, auxiliados por 63 viaturas e dois meios aéreos, acionados para o local com o nascer do dia, de acordo com o portal da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, às 9:30.

Agosto é já o mês com mais área ardida em 2024 e duplicou face a julho

Agosto tem mais uma semana pela frente, mas é já o mês com mais área ardida em 2024 e duplicou os valores de julho, segundo os dados revelados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

De acordo com o relatório provisório divulgado, de 01 a 15 de agosto arderam 3.484 hectares, enquanto no mês anterior os incêndios tinham consumido uma área de 1.582 hectares. A área ardida nestas primeiras duas semanas corresponde a 44% do total da área ardida este ano em Portugal continental e que é de 7.949 hectares.

A expressão do impacto das chamas nas últimas duas semanas foi sobretudo visível em áreas de mato (1.676 hectares), além dos povoamentos (1.175) e de zonas agrícolas (633), alterando o cenário que se tinha verificado no mês anterior, no qual tinha ardido uma área superior nos povoamentos (732) relativamente ao mato (475) ou à agricultura (331).

Este mês caminha também para um novo máximo no número de incêndios rurais em 2024, uma vez que na primeira quinzena houve 722 ocorrências, já não muito longe do total de 1.031 fogos registados em julho. Em termos anuais, houve já 3.485 incêndios rurais.

“Comparando os valores do ano de 2024 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 58% de incêndios rurais e menos 87% de área ardida relativamente à média anual do período”, realçou o ICNF, sublinhando: “O ano de 2024 apresenta, até ao dia 15 de agosto, o valor mais reduzido em número de incêndios e o valor mais reduzido de área ardida, desde 2014”.

As estatísticas para as causas dos incêndios entre janeiro e a primeira quinzena de agosto deste ano revelam que o incendiarismo é a causa isolada mais frequente entre as 2.474 ocorrências investigadas (das quais 1.843 com investigações conclusivas), sendo responsável por 27% dos incêndios rurais – um número superior aos 24% que se observavam no final de julho.

No entanto, agregando os diferentes tipos de queimadas e usos do fogo alcança-se um total de 38% nas causas de incêndios, mas abaixo dos 42% que constavam do relatório até 31 de julho.

Entre as outras causas destacam-se também os incêndios rurais com origens acidentais (17%), provocados por outras causas não especificadas (10%), os reacendimentos (4%), a realização de fogueiras (2%) e os fogos causados por razões naturais, como a queda de raios (2%).

c/Lusa

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