Clube Cultural e Recreativo de Vale das Mós 2 Futebol Casais de Revelhos – 1
Liga Inatel Santarém – 2ª Fase – Série 2 – Grupo A2 – 3.ª Jornada – 12FEV23
Parque Desportivo de Vale Das Mós – Abrantes

Vale das Mós, uma pequena aldeia do concelho de Abrantes e ponto de confluência de culturas (alentejanas e ribatejanas), foi palco de um jogo de futebol que opôs a equipa da casa ao Futebol Casais de Revelhos, em jogo a contar para a segunda fase da série 2 da Liga Inatel de Santarém.
Razoável assistência para um jogo que se previa bem disputado, entre duas equipas do concelho de Abrantes, e onde a vitória da equipa da casa a manteria no 1º lugar no grupo. Em caso de vitória forasteira, as duas equipas ficariam em igualdade pontual, embora o Casais de Revelhos tenha um jogo a menos.

Freitas da Silva, árbitro da partida, após a apresentação das equipas e os cumprimentos da praxe, atirou a moeda ao ar para escolha de campo e de bola de saída, tendo dado inicio a um jogo agradável de seguir, embora inicialmente as duas equipas apresentassem um futebol algo desgarrado, com a bola a viajar muito pelo ar, e sem que dai surgisse qualquer jogada que levasse a possível obtenção de golo.

Foi este o mote da primeira parte, excetuando-se à passagem do minuto 28. Uma falta cometida pela equipa da casa, à entrada da sua área, deu origem a um livre perigoso. Batex assumiu a marcação do pontapé mas o remate, embora bem direcionado, permitiu uma intervenção segura a Rafael Pomba.
A equipa de Vale das Mós acusou o toque e, numa rápida incursão pela ala direita, Bruno isolou-se e rematou cruzado, para uma grande estirada de Carlos Branco que, com a ponta dos dedos, desviou a bola da baliza, e enviou-a para canto.

Do pontapé de canto nada resultaria e pouco depois o árbitro mandou toda a gente para os balneários, com o marcador em branco.
Após o período de descanso, reiniciou-se a partida com a equipa de Vale das Mós a assumir as despesas do jogo e a mostrar-se mais afoita na procura do golo. A equipa vinda de Casais de Revelhos, mais expectante, procurava defender bem, gerir a posse de bola e lançar o contra ataque.

Neste jogo do gato e do rato, surgiu Bruno a marcar o golo inaugural para o Vale das Mós, com um remate forte e colocado, ainda fora da grande área. O forte pontapé levou a bola a anichar-se no fundo da baliza à guarda de Carlos Branco, que não terá visto a bola partir.

A equipa da casa estava em vantagem e Carlos Branco, que foi protagonista de uma saída da baliza, algo precipitada, que o levou até perto da linha do meio-campo, deixou as suas redes em perigo. Valeu a ajuda de um colega de equipa e a precipitação do jogador adversário, que se terá deslumbrado com a oferta e não teve o discernimento necessário para obter o que poderia ser o segundo golo para a equipa de Vale das Mós.

Quem não marca arrisca-se a sofrer, lá canta o rifão. À passagem dos 20 minutos foi assinalada grande penalidade a favor da equipa de Casais de Revelhos, uma oportunidade soberana por falta dentro da área sobre um seu jogador.

Falcão, chamado a marcar, fê-lo de modo a permitir que Rafael Pomba, com soberba defesa, evitasse que a bola transpusesse a linha de golo, afastando a redonda para canto. Jogadores e adeptos da equipa da casa festejaram como se de um golo seu se tratasse. Mas por pouco tempo.

Da marcação do pontapé de canto surgiu mesmo o golo do empate para a equipa de Casais de Revelhos, através de Miguel Leitão. Golo contestado pelos homens da casa, por alegada falta, mas o lance acabaria mesmo por ser validado pelo árbitro da partida.

Com tudo empatado, nos vinte minutos finais jogo tornou-se mais intenso, mais viril, mais faltoso e também menos bem jogado, com a vontade de vencer e o desgaste físico a relegarem o espetáculo para segundo plano.

A equipa da casa continuava mais balanceada no ataque, para tentar chegar ao golo e à vitória, com a equipa de Casais de Revelhos atenta a uma possível falha do adversário para tentar desferir um contra ataque.

E foi mesmo ao cair do pano, já no período de descontos e quando toda a gente pensava que o empate iria subsistir, que surge o segundo golo do Vale das Mós. Tairony tirou as medidas à baliza e desferiu um grande remate do meio da rua que só parou dentro da baliza do desamparado Carlos Branco.

Bonito golo de Tairony que acabaria por dar a vitória ao Vale das Mós, que segue assim com três vitórias em três jogos disputados no seu grupo.

Com algumas dezenas de espetadores a assistirem ao jogo, saiu vencedora a equipa que mais terá procurado a vitória, embora o empate não fosse completamente desajustado. A equipa de arbitragem, contestada aqui e ali, fez o seu trabalho e não teve influência no resultado.
FICHA DE JOGO:
Clube Cultural e Recreativo de Vale das Mós:

Rafael Pomba, Anderson, Marlon, Leandro, Sérgio, Williams, Diassis, Ozinaldo, Hiller, Bruno, Ederson.
André, Tairony, Daniel, Lucas acácio, Lucas, Filipe, Sebastião.
Treinador: Rui Fernandes.
Futebol Casais de Revelhos:

Carlos Branco, Broxa, Sérgio, Rui, Júlio, Artur, Batex, Miguel Leitão, Falcão, Paixão, Dany.
André Dias, Rafael, Rodrigo.
Treinador: Fábio Martins.
EQUIPA DE ARBITRAGEM: Freitas da Silva, Sérgio Marujo, José Vieira.

No final da partida ouvimos o capitão do Vale das Mós e o treinador da equipa de Casais de Revelhos:

ÁUDIO | SÉRGIO GONÇALVES, CAPITÃO DO VALE DAS MÓS:

ÁUDIO | FÁBIO MARTINS, TREINADOR DO CASAIS REVELHOS:
