Lobos do Carvalhal sofreram mas asseguraram os três pontos frente ao Vilarregense na reta final da partida. Foto: mediotejo.net

ACDR “OS LOBOS” DE CARVALHAL 2 – VILARREGENSE FC 1

Liga INATEL – 2ª Fase – Série 1 – Grupo B1 – 3ª Jornada

Campo de Jogos de Carvalhal – Abrantes – 12-02-2023

O domingo já estava frio e ventoso e o jogo acabou por não ajudar aqueles que se deslocaram até Carvalhal, para assistir a um jogo de futebol entre duas formações que se conhecem bem, quer pelos diversos confrontos disputados, quer pelos próprios treinos conjuntos que efetuam regularmente. Por isso, já se previa um confronto muito equilibrado, o que sucedeu, num jogo de muita luta mas de baixa nota artística, contrastando com o estado do magnífico pelado de Carvalhal, fruto da dedicação dos voluntários do clube daquela freguesia do concelho de Abrantes.

Foram, de facto, muito parcas as ofensivas que pudessem criar expectativas no público (também em número muito escasso para o habitual nos jogos do atual Campeão da Taça), exceção feita a uma ou outra iniciativa pessoal, mas que em nada contribuiu para o que se propunha.

Daniel Alves e Cristiano, da formação da casa, ainda eram os únicos que davam alguma emoção ao jogo com incursões pelas alas, mas sem qualquer consequência final nas suas jogadas.

Jogo muito combativo entre duas equipas que se conhecem bem

É este o resumo dos primeiros 40 minutos de jogo, com registo apenas para o cartão amarelo recebido por Miguel Alves, técnico de “Os Lobos” por protestos devido à própria “impaciência” do jogo que teimava em aquecer a tarde fria que se instalava em Carvalhal.

Guarda redes do Vilarregense segura a bola num lance de ataque do Carvalhal

A segunda metade do jogo, prometeu mudar o rumo dos acontecimentos, com o Vilarregense a entrar melhor no campo e a faturar logo aos 5 minutos por intermédio de Barra que, aproveitando uma desatenção dos homens da “casa”, chutou forte para o fundo das redes de Alexandre Jorge.

A equipa que viajou desde Vila de Rei abriu o marcador no início da segunda parte

Dois minutos depois, e na sequência de um pontapé de canto, Rui Duque quase faz o segundo golo ao responder de cabeça, a um cruzamento bem medido. A partir daqui, pensou-se que estavam lançados os dados para uma segunda parte mais veloz e de melhor qualidade.

É certo que “Os Lobos” feridos no orgulho de estarem a perder no seu reduto, e após o golo e o susto que sofreram, assentaram ideias que também se alimentaram a partir do banco. Algumas alterações no xadrez da equipa e duas alterações de jogadores, acabaram por mudar o rumo dos acontecimentos, o que estava difícil até aí.

Muita luta a meio campo, com o Carvalhal a tentar empurrar o Vilarregense para a sua área

O conjunto de Carvalhal começava a “empurrar” o adversário e a a causar alguma instabilidade defensiva aos jogadores de Vila de Rei que, aí sim, começaram a sentir o real peso da responsabilidade de estar a vencer num terreno onde poucos os conseguem. E, à passagem do minuto 17 do segundo tempo, um lance de bola na mão dentro da área vilarregense, dá origem ao lance do empate.

Inicialmente, o árbitro nada assinalou mas, após os insistentes protestos dos homens de Carvalhal e com indicação do seu primeiro assistente, reverteu a decisão, apontando para a marca de livre de 11 metros. Chamado à conversão, Daniel Alves não vacilou e repôs a igualdade, resultado mais que justo e merecido na ocasião.

Carvalhal igualou a partida num lance de grande penalidade

Com o empate restabelecido ainda a mais de vinte minutos ainda do final do jogo, a expectativa estava reunida e tudo indicava que estaríamos perante um final de partida onde ambas as formações colocassem o “peito às bala”, dando tudo para a conquista dos três pontos. Só que não…. ou pelo menos não tanto quanto todos esperariam!

Carvalhal em lance de ataque

É um facto que “Os Lobos” tentaram chegar à reviravolta o quanto antes, mas o Vilarregense parecia querer contentar-se com aquele ponto e apenas espreitava alguma ocasião para surpreender o adversário, o que nunca conseguiu. Aliás, após o golo do empate, voltou-se à toada de “bola no ar” e muito pouco futebol se jogou desde então.

Ala esquerda do Carvalhal num lance de ataque

O relógio ia marcando o final do tempo regulamentar e, Júlio Paixão e seus pares, adicionaram sete minutos para compensação de tempo perdido. O jogo continuava frio (como a tarde que caia rápida) com os pupilos de Joca a quererem segurar o empate de forma a não deixar fugir as primeiras posições do grupo, numa fase crucial da época.

O Carvalhal insistia em tentar chegar à vitória perante um Vilarregense que se defendia muito bem

E numa aposta para “bingo”, com praticamente toda a equipa a atacar, a equipa de Carvalhal resolve o jogo num lance de envolvência coletiva em que, inclusive, foi difícil – numa primeira visão – descortinar o autor do tento da “remontada” e da vitória que deu os três pontos para a equipa da casa, para gáudio da claque (não muito grande para o habitual, mas crente e ruidosa) “Alcateia XXI”.

O autor do golo até pouco interessava (é que não foi mesmo muito fácil saber-se na ocasião, tal o número de jogadores na pequena área rival), mas na história do jogo fica o nome de Henrique Alves que assegurou os três preciosos pontos para “Os Lobos” de Carvalhal.

Jogo muito disputado até ao fim entre Carvalhal e Vilarregense

Jogo frio, numa tarde fria em que – em nossa opinião – o empate seria o resultado mais ajustado, mas que acabou por sorrir (no fundo) aos que nunca deixaram de acreditar…até estarem a jogar com 10 atacantes! Arbitragem regular onde há a salientar a coragem de reverter uma decisão inicialmente tomada de não penalty para repor a verdade no jogo, assinalando a falta de rigor máximo.

Ficha de Jogo:

ACDR “OS LOBOS” DE CARVALHAL:

Equipa dos Lobos do Carvalhal

Alexandre Jorge, David Mata, Henrique Alves, João Pedro, Luís Mateus, Marco Lino 1, Renato Dias, Rodrigo Luís, Fábio Catarino, Daniel Alves e Cristiano.

Suplentes: Rodrigo Santos, Alexandre Duarte, César Santos, Guilherme, Hélder Alves, David Francisco e Marco Lino 2.

Treinador: Miguel Alves.

VILARREGENSE FUTEBOL CLUBE:

Equipa do Vilarregense FC

Márcio, Pets, Hugo, Fábio, Box, David, Paulo César, Rui Duque, Álvaro, Fábio Francisco e Barra.

Suplentes: Gonçalo, Ricardo, Luís Carlos, Joca, Vidros e Rolo.

Treinador: Joca.

GOLOS: Barra, Daniel Alves e Henrique Alves.

EQUIPA DE ARBITRAGEM: Júlio Paixão, José Tavares e Luís Ernesto.

Equipa de arbitragem com os capitães de equipa

No final da partida ouvimos os treinadores das duas equipas:

Miguel Alves, treinador dos Lobos do Carvalhal

ÁUDIO | MIGUEL ALVES, TREINADOR DOS LOBOS DO CARVALHAL:

Joca, Treinador/Jogador do Vilarregense.

ÁUDIO | JOCA, TREINADOR DO VILARREGENSE:

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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