O impedimento levantado pela Autoridade Nacional de Avião Civil (ANAC), a juntar ao atraso na construção do Aeroporto do Montijo – em 6 anos não saiu do papel-, a juntar a redução da pressão sobre a Portela por causa dos efeitos a pandemia, justifica cada vez mais que o Governo abandone essa solução e se foque na construção e antecipação da solução definitiva que é o futuro Aeroporto de Alcochete/Benavente. Até lá, a Base Aérea de Tancos pode servir como apoio à sobrecarga que possa vir a existir no Aeroporto da Portela.
Por um lado, é irracional fazer um aeroporto complementar no Montijo que não substituiria a Portela, mas que permitia acomodar a sobrecarga de voos até a solução definitiva de Alcochete que viria a substituir o atual Aeroporto Humberto Delgado na Portela. Com este atraso de 6 anos e a abrupta redução do tráfego aéreo, que na verdade alivia a pressão sobre a Portela, o mais racional seria esquecer o Montijo e avançar de imediato para aquela se seria a solução definitiva em Alcochete como parece ser o consenso existente. Aliás, esse é para já o único consenso em matéria de aviação civil. O Aeroporto que substituirá definitivamente a Portela é Alcochete.
Por outro, a Base Aérea de Tancos reúne as condições naturais para ser mais facilmente adaptada para receber o excesso de voos civis que existirão, esperamos, num futuro próximo na Portela. Tancos é assim a “válvula de escape” que permite às autoridades avançar já com a solução definitiva e mais racional. Por um lado, tem a principal linha ferroviária do país a curta distância (Linha do Norte) e duas autoestradas principais como são a A1 e a A23. Até o investimento em acessos e logística é mais reduzido e assim mais favorável.
Esta é a oportunidade para Tancos tal como tem dito o PSD Distrital de Santarém, mas também todos os autarcas da região. Aliás, as condições de base logística existentes na região reforçam ainda mais esta possibilidade. Sem esquecer a proximidade ao Santuário de Fátima que é uma das, senão a principal, alavanca de atração de grupos organizados de turistas a Portugal.
Montijo já passou à história e o mais racional é ter a coragem de virar a agulha para uma solução definitiva que permita encerrar o aeroporto da Portela que além de um perigo e é também uma ameaça para os habitantes da cidade de Lisboa.
