Iman Maleki é um jovem pintor iraniano com trabalhos tão realistas que frequentemente são confundidos com fotografias. Tem sido considerado por muitos críticos como o melhor pintor hiper-realista da actualidade e arrebatou vários prémios internacionais, mas há muitos mais pintores realistas no horizonte artístico mundial com Ruben Belloso Alorna, Roberto Ferri, e muitos outros.

Sem diminuir a importância desses prémios e o significado que eles tenham ou possam vir a ter para o artista e sua carreira, o mais relevante é que os trabalhos de Iman Maleki representam uma reafirmação da capacidade humana de sempre se superar. O autor reacende a polémica da inutilidade da pintura realista diante dos modernos equipamentos fotográficos ou da até abstrata…aquela conhecida como CONTEMPORANEA. Inútil é esse debate já cansado e ultrapassado. Quem sabe, e gosta, pinta o que sente.

A expressão realismo, ou naturalismo, tem sido usada na história da arte para designar aqueles trabalhos que procuram retratar o mundo como ele é. Coubert e Manet ajudaram a trazer o homem comum para as telas dos grandes pintores. Iman Maleki também tem como tema da sua obra o que pode ser encontrado em cada esquina, o que pode ser visto na feira, no mercado, na rua.

Maleki nasceu em 1976 no Irão. Mais precisamente, em Teerão. Nasceu e viveu, portanto, no conturbado ambiente político e religioso daquela região, eternamente mergulhada em conflitos. Vive até hoje em Teerão, onde estudou arte e teve um único professor, Morteza  Katouzian, considerado um grande pintor realista, o melhor até ser amplamente superado pelo aluno.

A pintura de Iman Maleki impressiona primeiramente pela perfeição. De facto, é mesmo para se confundir com trabalhos fotográficos profissionais.

A outra força do trabalho que o artista nos mostra é a maneira como apresenta o dia-a-dia do seu povo de uma maneira bonita, como acontece verdadeiramente, ou poderia acontecer. As roupas, o olhar das pessoas, os chinelos colocados em um canto dando liberdade aos pés, detalhes do que pode ocorrer em Teerão para aquelas pessoas.

Uma boa sugestão para alguns de nós, que não sabem o que pintar ou, pior como pintar.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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