Foto: CME

“Os nossos objetivos estão traçados a partir do momento em que aprovamos o nosso orçamento para o ano 2025, um orçamento muito ambicioso, com um plano de investimentos bastante pesado, aproveitando ao máximo tudo o que é fundos comunitários que possam ajudar-nos a trazer melhorias para a cidade do Entroncamento, quer no âmbito do PRR, quer no âmbito do 2030, e terminando ainda o 2020”, disse a presidente da Câmara Municipal, que presidiu na terça-feira, pela primeira vez, à reunião do executivo.

“A minha preocupação é conseguir, até à data das eleições, realizar o maior número possível de projetos, terminar os que for possível terminar e pôr em bom andamento aqueles que, pela sua dimensão e pelo seu peso, não vão estar terminados, mas que estejam num andamento adequado para que possamos chegar ao fim dos projetos e termos obra realizada. Não é importante realizá-la neste mandato, é importante que ela se concretize para o bem da cidade”, afirmou a presidente.

Ilda Joaquim assumiu a presidência da CME. Foto: DR

Tendo reiterado ser esse o seu “objetivo”, Ilda Joaquim afirmou acreditar “no plano de atividades e no orçamento aprovado” e assegurou ter “condições para os pôr a andar com sucesso. É isso que eu vou tentar fazer o melhor possível”, declarou a autarca.

ÁUDIO | ILDA JOAQUIM, PRESIDENTE CM ENTRONCAMENTO:

Assim, Ilda Joaquim, que acumula alguns dos pelouros que já detinha com os pelouros do presidente cessante, assume funções executivas a tempo inteiro, assim como a vice-presidente Tília Nunes, sendo os únicos dois dos três eleitos do PS em trabalho a tempo inteiro.

O vereador José Leote, que tomou posse na terça-feira devido à saída de Jorge Faria, assume funções a meio tempo, com os pelouros de Desporto e Vida Saudável, Associativismo, Ambiente e Espaços Verdes, Juventude, Educação, Biblioteca e Escola de Segurança e Ensino Rodoviário.

Os eleitos da oposição, ou seja, os três vereadores do PSD e o vereador eleito pelo Chega, agora independente, continuam sem funções ou competências atribuídas.

José Leote, vereador eleito pelo PS na CME. Foto: DR

De acordo com o despacho do município, a nova presidente vai ter os pelouros da coordenação autárquica, planeamento estratégico e desenvolvimento económico, ordenamento do território e urbanismo, obras municipais, Museu Nacional Ferroviário, administração geral e gestão financeira, águas e saneamento, departamento de serviços urbanos (DSU), proteção civil, segurança, sistemas de informação e modernização administrativa, comunicação e imagem, contratação pública, serviços jurídicos, obras particulares, e canil intermunicipal.

A agora vice-presidente, Tília Nunes, acumula também vários pelouros, entre os quais saúde, mercados e feiras, indústria, comércio e serviços – taxas e licenças, cemitério, cooperação externa e geminação, toponímia, emprego, inovação e empreendedorismo, cultura e turismo, fiscalização municipal, eventos, família e coesão social, recursos humanos, cidadania e defesa do consumidor.

O vereador social-democrata, Rui Gonçalves, começou por sublinhar que este se trata de um “facto histórico”, uma vez que Ilda Joaquim é a primeira mulher a presidir à autarquia entroncamentense.

“É histórico, abre eventualmente o caminho para outras que se seguirão. É um facto imutável, vai ser considerada a primeira presidente do concelho do Entroncamento e por isso os nossos sinceros parabéns”, afirmou.

“Que seja, a partir de agora, um novo mandato, mais dialogante, menos quezilento, tal e qual a senhora presidente acabou de referir no início e atrevo-me, ironicamente, a dizer que conforme andam aí a propagar, alguns que agora politicamente se consideram virgens impolutas, que sejam um mandato mais transparente”, acrescentou o eleito do PSD.

Ilda Joaquim (PS) assumiu presidência da Câmara do Entroncamento e redistribuiu pelouros. Foto: CME
ÁUDIO | Rui Gonçalves, vereador eleito pelo PSD na Câmara Municipal do Entroncamento

Também Luís Forinho, vereador eleito pelo Chega e agora independente, parabenizou a autarca pelo cargo. “Esperamos que fique pelo menos durante 8 meses, que é o que lhe falta. Lembrar-lhe que todos nós, que fomos eleitos, estamos aqui para representar o povo, independentemente dos seus partidos, cores e ideologias”, acrescentou.

“Digo-lhe isto porque, sobretudo nos últimos dois anos, senti na pele muita censura e muita arrogância em relação à minha pessoa, porque provavelmente não gostavam da forma como eu me dirigia, os meus pensamentos ou a minha ideologia”, afirmou Luís Forinho.

Dirigindo-se a Ilda Joaquim, o vereador sublinhou que apesar de esta ter perdido contra Mário Balsa para representar o PS nas próximas eleições autárquicas, “acho que vai ter o tempo necessário para demonstrar à população do Entroncamento e a todo o restante executivo aqui presente, as suas reais capacidades e o seu bom senso”.

ÁUDIO | Luís Forinho, vereador independente na CME

“Espero que esta sua presidência seja um mandato elegante, um mandato sem censura e sem a arrogância habitual ou, pelo menos, a que me habituaram”, acrescentou.

Executivo municipal do Entroncamento. Foto: DR

Rui Claudino, vereador eleito pelo PSD, desejou que “aquilo que falta do mandato seja adequado ao que é necessário para a difícil e dramática situação em que o nosso concelho, o Entroncamento, se encontra”.

“Portanto, desejar-lhe que seja um mandato adequado e nós aqui estaremos também para colaborar, conforme tem sido sempre a nossa atitude ao longo deste mandato, em tudo aquilo que seja para beneficiar o crescimento, que não poderá ser muito, porque o nosso concelho é pequeno, mas pelo menos o desenvolvimento do Entroncamento”, concluiu.

ÁUDIO | Rui Claudino (PSD), vereador na Câmara Municipal do Entroncamento

Ilda Maria Pinto Rodrigues Joaquim, 62 anos, vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal do Entroncamento desde 2013, eleita pelo PS, assumiu o cargo de presidente da Câmara a 01 de fevereiro, sucedendo no cargo a Jorge Faria, que apresentou renúncia de mandato.

Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, em 1985, Ilda Joaquim exerceu advocacia até finais de 1999, ano em que iniciou a atividade como administradora hospitalar no Hospital Distrital de Torres Novas, hoje integrado no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

Foi diretora do Departamento de Gestão e de Administração Geral da ARSLVT, de 2007 a 2008, diretora do Serviço Gestão de Compras do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, de 2009 a 2011, e, em 2012, regressou ao CHMT, onde foi nomeada Gestora do Serviço de Gestão Logística.

C/Lusa

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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