Igreja na vila de Tramagal: Foto mediotejo.net

Os assaltos e atos de vandalismo praticados esta semana na Igreja de Tramagal e em Rio de Moinhos, nomeadamente no cemitério de Amoreira, estão a preocupar as autoridades das duas localidades do concelho de Abrantes, com o padre Adelino Cardoso a afirmar que a comunidade está “revoltada e profundamente chocada”.

Em declarações ao mediotejo.net o pároco Adelino Cardoso confirmou um assalto na noite de domingo para segunda-feira à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, pelo método de arrombamento da porta da sacristia, com roubo de algum ouro e dinheiro, e estragos consideráveis nas portas da igreja.

“Arrombaram a porta da sacristia e entraram, levaram o ofertório de domingo, algum ouro, e destruíram muito mais do que acabaram por levar”, disse o religioso, numa situação que considerou “lamentável e muito grave”.

[A Igreja] “É a casa de Deus, da oração, e onde as pessoas devem ir para o bem e não para o mal”, lembrou Adelino Cardoso, tendo feito notar que a comunidade religiosa de Tramagal “está revoltada e profundamente chocada porque é ali que o povo procura paz e conforto, e esse espaço foi devassado”. A participação da ocorrência foi apresentada à GNR.

Adelino Cardoso, pároco da freguesia de Tramagal. Foto arquivo: mediotejo.net

ÁUDIO | ADELINO CARDOSO, PÁROCO DA FREGUESIA DE TRAMAGAL:

Do outro lado do rio, na freguesia de Rio de Moinhos, situações semelhantes ocorreram nos últimos dias, com o presidente da Junta de Freguesia, Rui André, a dar conta de roubos e atos de vandalismo no cemitério de Amoreira, nos fontanários, e em abrigos de passageiros.

“Desde há 15 dias para cá temos registo de vidros partidos em dois abrigos de passageiros junto à Igreja de Amoreira, torneiras roubadas dos fontanários em vários locais, como Rio de Moinhos, Aldeinha e Pucariça, e há dois dias foi no cemitério de Amoreira, com roubo, atos de vandalismo, e campas espezinhadas”, situações já participadas também às autoridades, deu conta Rui André.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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