A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo registou, nos primeiros seis meses do ano, uma “sustentada recuperação da atividade cirúrgica, com crescimentos percentuais homólogos acima dos dois dígitos”, avança a ULS Médio Tejo em nota de imprensa.
No primeiro semestre foram realizadas 5 736 cirurgias programadas – um marco que representa mais 767 cirurgias face ao mesmo semestre de 2023 (retratando um aumento de 15 por cento).
Recorde-se que já no balanço assistencial do ano de 2023 foi registado um salto quantitativo de mais 21,3% cirurgias realizadas nas unidades hospitalares da ULS Médio Tejo.
Esta tendência mantém-se no primeiro semestre de 2024. Na cirurgia de ambulatório, a ULS Médio Tejo atingiu a fasquia dos dois mil procedimentos realizados, um crescimento de dez por cento. É na cirurgia convencional programada, que inclui internamento, que o aumento é mais expressivo – registando um crescimento face ao primeiro semestre de 2023 de 27% (ou mais 426 cirurgias do que no igual período do ano passado).
No cômputo geral, a Cirurgia da ULS Médio Tejo aumentou para 47 as cirurgias que realizou por dia útil no primeiro semestre do ano – o que representa mais 7 procedimentos cirúrgicos realizados por cada dia útil, face ao período homólogo de 2023.
No que diz respeito às consultas externas de especialidade hospitalar, houve um ligeiro aumento de mais 255 consultas do que aquelas que foram realizadas no primeiro semestre de 2023. Foram realizadas nos três primeiros meses do ano mais de 93 800 consultas nas Unidades Hospitalares do Médio Tejo. Há também a assinalar um crescimento de 2% nas sessões de Hospital de Dia.
Em sentido contrário, houve uma ligeira quebra nos atendimentos de urgência hospitalar da ULS Médio Tejo – menos 4% no primeiro semestre de 2024, face ao período homólogo. Ao todo, foram realizados 75 371 episódios de urgência, incluindo o Serviço de Urgência Pediátrica e de Ginecologia-Obstetrícia.
Mesmo com retração nas urgências, os internamentos hospitalares aumentaram no primeiro semestre, bem como os internamentos realizados em regime de Hospitalização Domiciliária. Os Hospitais da ULS Médio Tejo acolheram para tratamento em enfermaria mais de 8 900 utentes – o que representa um aumento homólogo de 3% – e a Hospitalização Domiciliária continua a ganhar terreno como uma opção de internamento hospitalar alternativa, com um aumento de 20% nos primeiros seis meses de 2024.
Apesar dos constrangimentos aos fins de semana, com os serviços de ginecologia e obstetrícia encerrados alternadamente e a reencaminharem utentes para outros hospitais, continuam a nascer mais bebés na Maternidade de Abrantes: registou-se um aumento de 2% nos partos realizados naquela unidade que integra a ULS Médio Tejo.
“As listas de espera cirúrgicas diminuíram significativamente na ULS Médio Tejo, demonstrando a capacidade desta instituição em responder às necessidades dos seus utentes com maior agilidade e eficiência, a par da grande reestruturação organizacional que ocorreu no primeiro semestre deste ano, com a integração dos cuidados de saúde primários com os cuidados hospitalares. A otimização dos nossos recursos foi fundamental para alcançarmos este resultado, permitindo-nos realizar mais cirurgias com os mesmos meios”, afirma o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos. “O compromisso com a qualidade, a segurança e humanização dos cuidados prestados aos nossos utentes esteve sempre presente, mesmo com este aumento da atividade”, acrescenta.
Casimiro Ramos referiu ainda os números relativos à maternidade de Abrantes: “Não posso deixar de referir que é com grande alegria que voltamos a anunciar um aumento no número de partos na nossa região, contrariando a tendência dos últimos anos. Este sucesso demonstra a resiliência e o compromisso da nossa equipa com a vida. A cada nascimento, celebramos a esperança e o futuro da comunidade do Médio Tejo.”
