Homem foge do Tribunal de Ponte de Sor e continua em parte incerta. Foto: DR

Um homem de 37 anos, detido por suspeitas de disparos contra uma viatura e por resistência e coação sobre funcionário, fugiu esta terça-feira das instalações do Tribunal de Ponte de Sor, onde aguardava primeiro interrogatório judicial.

Segundo esclareceu a GNR, o arguido aproveitou o momento em que era conduzido às instalações sanitárias para empurrar os militares responsáveis pela sua custódia e fugir para o exterior do edifício.

De acordo com a Guarda Nacional Republicana, a fuga terá sido facilitada pela intervenção de cerca de duas dezenas de pessoas que se encontravam junto ao tribunal e criaram uma barreira física, impedindo a perseguição imediata ao suspeito.

Perante a situação, dois militares efetuaram disparos de advertência para o ar na tentativa de travar a fuga. O homem conseguiu abandonar o local numa viatura, mantendo-se em fuga até ao momento.

A GNR esclareceu ainda que, ao contrário do que foi inicialmente avançado por alguns órgãos de comunicação social, não existiu qualquer troca de tiros, os militares não ficaram trancados dentro do tribunal e os pneus da viatura da Guarda não foram furados.

A força de segurança revelou que montou de imediato um dispositivo de busca, estando a desenvolver “várias diligências” na zona de Ponte de Sor. O perímetro das operações deverá ser alargado à medida que o tempo passa.

O juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, confirmou aos jornalistas que o incidente ocorreu durante diligências relacionadas com crimes de homicídio na forma tentada.

Na sequência da fuga, o Tribunal de Ponte de Sor foi encerrado por razões de segurança.

O magistrado alertou ainda para os vários episódios recentes de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situação que já levou a pedidos de reforço das medidas de segurança, incluindo videovigilância, pórticos detetores de metais e reforço da vigilância presencial.

Segundo o juiz, as preocupações com a segurança dos tribunais da comarca já tinham sido comunicadas em abril, sublinhando que os acontecimentos desta quarta-feira “reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos edifícios judiciais”.

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