Foto: DR

Há momentos em que nos sentimos ilhas isoladas longe de tudo e de todos. Olhamos em volta e não reconhecemos o que, nem quem nos rodeia. Bem sei que a hipocrisia faz parte da condição humana mas o meu romantismo tende a minimizar um fenómeno que, afinal, se mostra demasiado frequente e banal.

Mas a estranheza ganha maior dimensão quando nos sentimos perdidos e sozinhos onde antes sempre nos sentimos orientados e acompanhados. E esse acaba por ser o maior choque, não reconhecermos o que anteriormente nos era familiar.

No limite, esse acabará por ser mostrar o grande desafio à nossa verdadeira essência. Continuarmos a ser quem somos sem nos contagiarmos pela alteração das variáveis.

Continuo a acreditar que é preferível estar do lado certo do que do lado da maioria. Nem sempre é fácil aguentarmos desse lado, mas essa certeza aumenta quando os argumentos do outro lado são agressivos, provocatórios e injuriosos. Além do mais, eles são a prova inequívoca que não têm conteúdo. E esse mostra outro teste à nossa capacidade. A capacidade para ter a tranquilidade de saber que o tempo colocará tudo em seu devido sítio e que toda a energia que devemos consumir se deve continuar a focar unicamente no nosso caminho e nos nossos objetivos.

Apesar da hipocrisia, da falsidade e da subjugação de valores fundamentais, devemos ter a dignidade de manter a nossa verticalidade. E a resposta, se acharmos que são dignos de resposta, deverá respeitar sempre os superiores valores da elevação. Porque é assim que somos e porque eles não suportam que assim continuemos a ser.

Além do mais, aí seremos intocáveis, porque se não baixarmos o nível, seguiremos sem que nos consigam alcançar.

Com essa postura, estaremos ainda a ser uma referência que se preocupa com a construção, quando tudo ao nosso lado se foca apenas na destruição. Mesmo para aqueles que de forma hipócrita, justificam o injustificável e tentam marcar posição por trás da máscara que julgam que os protege da figura ridícula que fazem desde início.

O resto, bom, o resto é simplesmente isso… apenas o resto!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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