Grupo Coral do Sertanense. Foto: DR

O Grupo Coral do Sertanense deslocou-se, nos meses de julho e agosto, a Burgas, na Bulgária e a Empoli, em Itália para a realização de encontros de intercâmbio entre os grupos corais parceiros do Projeto ICC – “Inclusive Community Choirs”, uma parceria estratégica para educação de adultos no âmbito do Programa Erasmus+ que envolve organizações de cinco países europeus: Bulgária, Itália, Portugal, Reino Unido e Roménia.

Representante português no projeto, o Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube partilha a ideia de que o canto coral constitui uma importante forma de inclusão social.

Partindo desta premissa, o Projeto tem como principal objetivo a partilha de boas práticas de gestão inclusiva na organização dos grupos corais e a discussão de estratégias e de metodologias promotoras da inclusão.

O primeiro encontro do projeto decorreu na Sertã entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro de 2020. No entanto, o intercâmbio foi subitamente interrompido pela pandemia de COVID-19, tendo sido agora retomado para realização dos dois encontros finais do Projeto.

Naqueles encontros, os participantes dos diferentes países tiveram a oportunidade de desenvolver competências pessoais e profissionais, que culminaram na realização de concertos conjuntos onde foram interpretados temas tradicionais dos diferentes países.

O Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube é um grupo cultural amador a quatro vozes, englobado na vertente cultural do Sertanense Futebol Clube, com o apoio do Município da Sertã, sendo constituído por cerca de 25 elementos da comunidade sertaginense.

Tem como grande objetivo “contribuir para a promoção da música através da sua fruição e da sua prática regular fomentando, assim, o desenvolvimento pessoal e social, bem como o enriquecimento vocal, musical e estético dos elementos do grupo e da comunidade em que se insere”.

Sob a orientação artística do Maestro Paulo Reis, desde a sua fundação, em 2006, teve já a oportunidade de participar ativamente em diversas iniciativas de caráter cultural e social e levar a cabo um vasto número de atuações em Portugal e no estrangeiro. Os ensaios têm lugar, semanalmente, às terças feiras, na Antiga Escola de Santo António, na Sertã.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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