Os primeiros dias do ano têm vindo a confirmar que de facto os portugueses foram mesmo enganados com o último orçamento de Estado, várias taxas e impostos têm aumentado o custo de vida de todos os portugueses e a realidade financeira do país caminha a passos largos para os tempos de José Sócrates. O PSD avisou que assim seria, mas PCP, Bloco e Partido Socialista uniram-se para enganar o povo.
Ora, já soubemos que afinal os reformados vão receber menos do que lhes foi prometido. Ficamos a saber que também as transações nos multibanco vão ter uma taxa de 4%. Veremos quem paga, se o consumidor final ou o retalhista.
Os combustíveis não cessam de aumentar mas o governo, para enganar os portugueses, decide investigar as empresas petrolíferas. Mas não foi este Governo que aumentou o imposto sobre os combustíveis? Mas não foi este governo que prometeu baixar esse imposto se os combustíveis aumentassem? Já nem falo dos impactos que o preço dos combustíveis terá na generalidade da nossa economia.
Outra das fraudes políticas deste governo vem da saúde e da educação. Esta semana ficamos a saber que diariamente o défice no sector da saúde subiu já 58% face ao ano anterior, há falta de medicamentos nos hospitais, há doentes sem alimentação e milhares de exames adiados por falta de manutenção dos equipamentos.
Na educação a situação é cada vez pior. Há 25 mil estudantes carenciados a aguardar uma decisão sobre a sua bolsa. Há escolas a ameaçar fechar por falta de funcionários e por falta de condições. 2016 é o primeiro ano da nossa história recente em que não há uma única bolsa de investigação atribuída pela FCT.
É por isso que pergunto: Onde está agora o líder da FENPROF? Onde está o Bastonário da Ordem dos Médicos? Onde estão os defensores do Serviço Nacional de Saúde? Onde estão os indignados do costume?
Mas. em tudo isto, o mais curioso é que os argumentos que foram usados, injustamente, contra o anterior governo, aplicam-se com toda a justiça ao actual. Senão vejamos:
O governo anterior aplicou uma austeridade duríssima, próxima do limite. Mas nunca faltou nada essencial na saúde ou nas escolas. Aí havia uma necessidade de sair da bancarrota. O governo actual, sem necessidade e apenas porque quer ter uma agenda populista, massacra a saúde e a educação, deteriorando a prestação de cuidados de saúde. Não havia necessidade, tudo se deve à falta de responsabilidade que deriva da necessidade de cumprir os acordos entre PS, BE e PCP.
Veja-se o que aconteceu ontem em relação aos juros da dívida portuguesa. Voltamos a 2014 com a Troika por cá. Portugal está a andar para trás, o aumento dos juros de Portugal custou-nos cerca de 375 milhões de euros. É dinheiro que faz falta no sector da saúde, na educação.
São pequenos exemplos que demonstram que a estratégia do governo tem pés de barro. A cada dia que passa percebemos que a retórica e propaganda do Primeiro-Ministro não são suficientes para mudar a realidade. Infelizmente o tempo começa a dar razão aos alertas do PSD. Preferia estar enganado.
