O Governo baixou este domingo o nível de alerta do país face aos incêndios, suspendendo a situação de contingência que estava em vigor, face à melhoria das condições meteorológicas, anunciou o ministro da Administração Interna.
“A situação de alerta estará em vigor entre as 00:00 de hoje e as 23:59 de terça-feira, dia em que voltaremos a reavaliar”, afirmou o ministro, em conferência de imprensa realizada após uma reunião com vários ministros, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
“Nos próximos dias, a temperatura deverá baixar entre 2 e 8 graus, o que permite termos uma pequena janela para ajustar os esforços”, explicou José Luís Carneiro, lembrando que, “até ao final do verão, vão existir outros momentos muito exigentes” e “é preciso estar preparado”.
Perante a diminuição da temperatura e a necessidade de reduzir esforços, “tomámos a decisão – nomeadamente o Ministério da Administração Interna, o da Defesa Nacional, o do Ambiente, o da Agricultura, da Saúde e do Trabalho e Solidariedade, em articulação com o primeiro-ministro e o Presidente da República –, de baixar o nível de exigência dos recursos e meios” de combate aos incêndios para Situação de alerta, referiu o ministro.
Na terça-feira, a situação será reavaliada até porque se prevê um novo aumento das temperaturas, adiantou.
Segundo os dados da Protecção Civil, às 13h00 havia três pequenos incêndios ativos no distrito de Santarém: um em Sardoal, na zona de Alcaravela, Monte Cimeiro, em zona agrícola, a ser atacado por 17 homens e cinco viaturas; outro em Ourém, em Matas e Cercal, em zona de povoamento florestal, combatido por 17 bombeiros e 4 veículos; e um terceiro na Sertã, em Pedrógão Pequeno, em zona de floresta, que teve início ontem e está agora a ser monitorizado por 5 homens e 1 veículo.
Portugal tinha esta manhã 35 fogos sinalizados, dos quais cinco estão em curso e 29 em rescaldo. No terreno estão 875 bombeiros e outros operacionais de combate aos fogos, além de 244 carros e sete aviões. As situações mais graves ocorrem na região Norte, em Baião e Chaves.
Portugal continental entrou em Situação de Contingência, o segundo nível de resposta previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, na passada segunda-feira. Na quinta-feira o Governo decidiu prolongar esta situação até este domingo.
Na última semana, o país enfrentou temperaturas elevados e o dia mais quente foi na quarta-feira, em que quase todos os distritos estiveram sob aviso vermelho, o mais grave emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Também o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, afirmou este domingo que “os próximos dias serão de alguma acalmia”, embora tenha deixado alguns avisos, durante o balanço sobre a situação dos incêndios no país, feito este domingo de manhã na ANEPC, em Carnaxide, Oeiras.
“É preciso ter consciência de que o país vive uma seca extrema e, portanto, os níveis de água no solo estão muito baixos e há muito combustível seco para arder, pelo que tem de se atuar sempre com precaução”, recomendou.
