O Ministro do Ambiente e Ação Climática e a Ministra da Coesão Territorial estarão presentes na iniciativa. Fotos: DR

Será em Abrantes, onde termina oficialmente nesta terça-feira, 30 de novembro, a produção de energia a carvão em Portugal, com o encerramento da Central do Pego, que o Governo anuncia ao País como irão ser aplicados os primeiros Fundos europeus para a Transição Justa.

O Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e o Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, vão estar no Edifício Pirâmide, às 11 da manhã, com o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, para explicar em detalhe como irá ser feita a distribuição dos primeiros 90 milhões de euros, de um pacote de 244 milhões, com aplicação a partir de 1 de janeiro de 2022. A Agência Lusa adianta que o primeiro-ministro, António Costa, também estará presente nesta apresentação ao País, em Abrantes.

O governo definiu como primeira prioridade apoiar as empresas e os trabalhadores afetados pelo fecho da Central do Pego, e é isso que quer também demonstrar, estando em Abrantes no dia em que caduca a licença de exploração daquela que era já a última unidade de produção de energia a carvão em Portugal. 

O governo criou um mecanismo de antecipação para a utilização destes fundos europeus através de uma portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República, de forma a poder criar de forma mais célere “medidas e ações de apoio dirigidas aos trabalhadores e aos territórios afetados pelo fim da produção da energia elétrica a partir de carvão nas centrais termoelétricas de Sines e do Pego e pelo encerramento da Refinaria de Matosinhos”.

O Fundo Europeu de Transição Justa foi criado para “apoiar os territórios que enfrentam graves desafios socioeconómicos decorrentes do processo de transição para uma economia com impacto neutro no clima, na União Europeia, até 2050, tendo como objetivo específico único permitir às regiões e às pessoas abordar os impactos sociais, económicos e ambientais da transição para uma economia com impacto neutro no clima”.

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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