Governo anuncia em Fátima programa de apoio de 50 ME para empresas turísticas. Foto: CMO

O ministro da Economia anunciou hoje, em Fátima (Ourém), que o Governo vai lançar um programa no valor de 50 milhões de euros para ajudar as empresas do turismo a reabilitarem ativos imobiliários. António Costa Silva falava no 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido pela AHP, que decorre até esta sexta-feira em Fátima.

O governante disse que “este anúncio vai sair hoje e será bastante importante”, tendo como objetivo ajudar as empresas de turismo “a modernizarem e desenvolverem” os seus imóveis, possibilitando o “sale and leaseback”, transação na qual uma empresa vende a sua propriedade e, em seguida, arrenda essa mesma propriedade.

Antes, o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, que promove o congresso, salientou que 2022 “tem sido excecional” na retoma da confiança, mas que “realisticamente” o turismo, chave da recuperação económica, ainda tem de ser ajudado.

O responsável recordou que – mesmo a bater recordes de receita em 2022 – a guerra na Ucrânia trouxe “um grau de incerteza tal na construção da cadeia de valor do turismo”, que não é possível dizer “qual o nível de resultados” com que fechará este ano. Acresce que “tudo está mais caro”, desde o custo da mão-de-obra, à eletricidade e o gás, a cadeia alimentar e as diversas prestações de serviço. Factos que levam a que a perspetiva se mantenha “incerta”, disse.

“Por isso, senhor ministro [da Economia], senhora secretária de Estado [do Turismo], estimados associados, queremos lealmente continuar a ser parceiros, contribuintes para esta recuperação económica e social do país, mas realisticamente temos de ser ajudados”, reforçou Bernardo Trindade, abordando nomeadamente a degradação da autonomia financeira das empresas hoteleiras durante a pandemia.

O responsável alertou que é preciso ver alargadas as maturidades das linhas de crédito de apoio à covid-19, que estão em muitos casos a chegar agora ao fim.

Sobre o pacote de 3.000 milhões de euros de apoio às empresas para fazer face ao aumento da fatura da eletricidade e do gás que o primeiro-ministro, António Costa, anunciou, Bernardo Trindade afirmou que a expectativa da AHP é que sejam “incluídos nesse pacote de ajudas”.

“Ano de 2022 excecional” para retoma mas ainda “temos de ser ajudados” – Hoteleiros

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, salientou hoje que 2022 “tem sido excecional” na retoma da confiança, mas que “realisticamente” o turismo, chave da recuperação económica, ainda tem de ser ajudado.

“O ano de 2022 tem sido um ano excecional na recuperação da confiança dos nossos clientes. Portugal liderará, aliás, o crescimento económico na União Europeia, tendo esse crescimento uma clara impressão digital: o turismo como mola impulsionadora dessa recuperação”, afirmou Bernardo Trindade na cerimónia de abertura do 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido pela AHP, que decorre em Fátima.

“Ano de 2022 excecional” para retoma mas ainda “temos de ser ajudados” – Hoteleiros. Foto: CMO

O presidente da AHP lembrou que os anos da pandemia fizeram o setor recuar 20 anos em termos de dormidas e 10 anos em termos de proveitos.

O responsável recordou que – mesmo a bater recordes de receita em 2022 – a guerra na Ucrânia trouxe “um grau de incerteza tal na construção da cadeia de valor do turismo”, que não é possível dizer “qual o nível de resultados” com que fechará este ano. Acresce que “tudo está mais caro”, desde o custo da mão de obra, à eletricidade e o gás, a cadeia alimentar e as diversas prestações de serviço. Factos que levam a que a perspetiva se mantenha “incerta”, disse.

“Por isso, senhor ministro [da Economia], senhora secretária de Estado [do Turismo], estimados associados, queremos lealmente continuar a ser parceiros, contribuintes para esta recuperação económica e social do país, mas realisticamente temos de ser ajudados”, reforçou Bernardo Trindade.

O ministro da Economia, António Costa Silva, e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, estão presentes na cerimónia de abertura do congresso da hotelaria que conta com cerca de 550 pessoas, segundo disse a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, à Lusa.

Sobre o pacote de três mil milhões de euros de apoio às empresas para fazer face ao aumento da fatura da eletricidade e do gás que o primeiro-ministro, António Costa, anunciou, Bernardo Trindade saudou esse anúncio e afirmou que a expectativa da AHP é que sejam “incluídos nesse pacote de ajudas”.

O responsável abordou ainda a degradação da autonomia financeira das empresas hoteleiras durante a pandemia, alertando que é preciso ver alargadas as maturidades das linhas de crédito de apoio à covid-19, cujas maturidades estão em muitos casos a chegar agora ao fim.

O 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo decorre até sexta-feira.

Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém, lança apelo ao Governo

Aproveitando a presença do Ministro da Economia e do Mar, Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, apelou à inclusão de Ourém no rol das autarquias envolvidas na preparação das Jornadas Mundiais da Juventude. O evento trará a Lisboa Sua Santidade, o Papa Francisco, que já confirmou oficialmente a intenção de visitar o Santuário de Fátima em agosto do próximo ano.

Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém, lança apelo ao Governo. Foto: CMO

“Apelo ao Senhor Ministro da Economia e do Mar que transmita ao Governo e a quem mais de direito, a preocupação do Município de Ourém e do próprio Santuário de Fátima. Estamos a menos de um ano da visita de Sua Santidade e continuamos à margem dos preparativos. Sabemos que o Governo está a trabalhar com outras autarquias envolvidas, como Lisboa e Loures, por exemplo. Ourém também tem de ter voz ativa neste processo, para que possamos estar preparados para receber Sua Santidade e, sobretudo, os milhões de visitantes que virão a Fátima no âmbito desta visita papal”, vincou o presidente da Câmara.

Perante o apelo, Costa Silva foi taxativo. “Tomei nota da preocupação aqui manifestada pelo presidente Luís Albuquerque e reconheço que o Município de Ourém tem de ser incluído nestes preparativos. Temos de trabalhar todos juntos neste processo. Portugal tem uma grande vantagem sobre a grande maioria dos países: a questão da segurança. Somos um país seguro para quem aqui vive e para quem nos visita. A propósito das Jornadas Mundiais da Juventude, sabemos que está prevista a chegada de cerca de 1,2 milhões de pessoas, num espaço de poucos dias. Temos de estar bem preparados, precisamente para que tudo decorra em segurança e possamos continuar a ser reconhecidos como um destino seguro”, afirmou o Ministro do Mar e da Economia.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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