Mais de 2.500 cavalos passam este ano pela Feira da Golegã. Foto: DR

Apesar do mau tempo durante a maior parte dos dias, a Feira do Cavalo na Golegã, que decorreu de 2 a 11 de novembro, registou um número recorde de cavalos. Ao mesmo tempo, as novas regras impostas pela organização quanto a restrição horária na circulação de cavalos, resultou num menor número de ocorrências.

Os números oficiais revelam que foram registados 2.562 equinos na feira deste ano, cerca de oito centenas mais, em relação à de 2017. De ano para ano, tem aumentado o número de cavalos na Feira da Golegã, facto ao qual não será alheia uma maior fiscalização e a obrigatoriedade de registo dos animais no secretariado. A cada equino é atribuído um número, sendo obrigatório o respetivo seguro, o que resulta de um maior controlo por parte da organização.

O secretariado registou 2.053 cavalos individuais, 293 como carros de cavalos (coches, charretes, milordes, sendo que neste caso há veículos puxados por mais do que um cavalo o que faz subir o número de animais), 100 na corrida de obstáculos, 25 na modalidade de ensino, 30 na atrelagem, 16 no raid, mais 35 no campeonato inter-escolas e mais 10 no TREC, isto sem contar com os cavalos que circularam no Hippos – Centro de Alto Rendimento da Golegã, aos quais não se exigia inscrição.

Mas se é fácil contabilizar o número de equinos, mais difícil é calcular o número de visitantes que ao longo dos 10 dias do certame passaram pela Golegã, tanto mais que se trata de uma feira franca. Diariamente, a vila foi invadida por forasteiros fosse durante os fins de semana, fosse durante a semana. Há quem avance com o número de meio milhão de pessoas, mas oficialmente não há estatísticas.

Isto num ano em que São Pedro andou zangado com São Martinho. O último dia da Feira da Golegã, 11 de novembro, ficou marcado pelo mau tempo que afastou muita gente do Largo do Arneiro. Tanto o cortejo dos Romeiros de São Martinho como o horseball foram cancelados.

Ainda num balanço global da Feira, a interdição da circulação de cavaleiros e atrelagens entre as 2 e as 7 horas, decretada pela Câmara, resultou em menos de 70 por cento de ocorrências, segundo o Presidente da Câmara da Golegã. Para Veiga Maltez estas dados representam “a prova provada do argumento e do sustento das normas municipais”. Era durante aquele período que se verificavam traumatismos graves e maiores atentados ao bem-estar dos animais, obrigando a chamadas para médicos veterinários e bombeiros.

A medida levantou acesa polémica na Golegã com manifestações de cavaleiros a exigir o alargamento do horário e, do outro lado, moradores a apoiarem a decisão da organização.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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