A vila da Golegã recebe de 17 a 20 de maio a XIX Expo-Égua que inclui a XVII Romaria a São Martinho.

“Eis, de novo, a Golegã abrindo as portas de um seu Evento, como ponto de encontro daqueles cuja paixão é o Cavalo, daqueles que o criam, que o desbastam e que o montam. De muitos que experimentam o Verão de São Martinho, em Novembro, e que querem que este período seja como, que um São Martinho de Verão”, escreve o Presidente da Câmara, José Veiga Maltez, no folheto do evento.

Considerada um aperitivo para a tradição popular do S. Martinho e da Feira Nacional do Cavalo em novembro, a Expoégua é um certame dedicado às “mães e filhas” de todas as raças de cavalos, juntando um grande número de criadores de cavalos, nomeadamente de puro sangue lusitano.

Além de exposições de éguas, poldros e  poldras, o certame conta com o Concurso Nacional Oficial Expoégua, o Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho, Campeonato Nacional Centro de Ensino e Concurso de Atrelagem Regional.

Ao longo dos quatro dias, realizam-se provas de equitação, atrelagem e outras provas equinas.

Na sexta feira, dia 18, o momento alto é a Romaria a São Martinho a partir das 10 horas, um cortejo de Romeiros, que se fazem deslocar a cavalo, em charretes ou milords.

Conforme explica o Presidente da Câmara, trata-se de “uma expressão de cultura local, através de um ato de fé traduzido numa peregrinação a cavalo, na qual os Romeiros, com a sua indumentária, que lhes confere uma identidade própria, partem sempre do Arneiro da Feira, que neste ano de 2018, viu nele ser edificada a Ermida de São Martinho, por um feito mecenático. Após as badaladas do sino, pelo Romeiro-Mor, que ali se farão ouvir pela primeira vez, depois do Hino dos Romeiros, e entregue o Bastão ao Romeiro-Mestre, em cortejo e procissão, os Romeiros irão até à quinhentista Matriz, para percorrer as ruas da Vila passando pela meia dúzia de templos religiosos dos séculos XVI, XVII e XVIII, abertos ao culto, que a integram”.

O programa completo pode ser consultado no site da Autarquia.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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