O concelho da Golegã tem observado um progresso significativo do ponto de vista do desenvolvimento turístico, afirma o Município. Créditos: CMG

O concelho da Golegã tem observado “um progresso significativo do ponto de vista do desenvolvimento turístico, uma atividade alavancada pelo turismo equestre, gastronómico, de natureza e literário”. No âmbito da Feira Nacional do Cavalo, para além de ter sido alcançada “a sustentabilidade financeira do certame, o evento subiu de patamar, batendo todos os recordes de participações de cavaleiros e cavalos”.

Diversos fatores têm contribuído para essa evolução nomeadamente a atividade gerada pelo setor equestre, que não se resume à Feira Nacional do Cavalo, uma vez que a Golegã recebe, ao longo de todo o ano, mais de 20 competições equestres que trazem ao território milhares de pessoas que pernoitam e frequentam o comércio local e restauração da vila e dos concelhos limítrofes, dinâmica que justificou o lançamento do primeiro Concurso de Dressage Internacional da Golegã, que se irá realizar entre 25 e 27 de abril de 2025.

Para além do referido, o complemento da dinâmica turística com a atratividade da Reserva Natural do Paul do Boquilobo e com os roteiros literários que agora começaram a ser implementados, muito sustentados no interesse que existe pela obra do escritor José Saramago, prémio Nobel da Literatura, natural da freguesia da Azinhaga, “têm tido uma forte importância nesta dinâmica”, a que se junta o turismo religioso, com a passagem diária de dezenas de peregrinos pelo Caminho de Santiago, lê-se na mesma nota.

Toda esta atividade torna a Golegã o Concelho da Lezíria do Tejo com mais camas registadas por 100 habitantes, tendo-se verificado um aumento de 30% de novos registos nos últimos quatro anos. A estes dados, somamos os aumentos de faturação dos espaços turísticos geridos pelo Município da Golegã, com receitas recordes em 2024, em especial no Parque de Campismo com um crescimento de 41%, e na Casa-Estúdio Carlos Relvas de 37%, em relação aos melhores números pré-pandemia.

Este dinamismo “gera confiança suficiente nos operadores privados” para investirem na Golegã, como são exemplos o projeto de expansão do Hotel Lusitano e o Projeto do Vila Galé para Reabilitação da Quinta da Cardiga, num investimento previsto de 20 milhões de euros, refere ainda o Município.

A Câmara Municipal da Golegã tomou diversas medidas para a valorização da atividade turística, como a abertura da Casa-Estúdio Carlos Relvas aos sábados e domingos, com a criação de uma agenda cultural estruturada e amplamente divulgada, sustentada na marca VisitGolegã, criada em 2022 e associada a uma plataforma online de divulgação dos produtos turísticos públicos e privados disponíveis no concelho, bem como através de uma programação estruturada e regular nos museus e bibliotecas, que permite a realização de dezenas de oficinas, para todos os públicos, ao longo do ano.

O reforço nas transferências diretas para as Associações aumentou 60% em relação ao mandato anterior, o que “contribuiu para que haja uma atividade realizada por estas entidades de uma forma sistemática, sendo este mais um motivo de atratividade para os turistas que nos visitam”, acrescenta.

A aposta na criação de eventos culturais e turísticos em todas as freguesias do Concelho contribui para esta dinâmica, nomeadamente com o investimento no evento Olé Golegã, com “a atribuição de um apoio
monetário substancial para a realização do certame, no apoio ao Dia Medieval do Pombalinho, e na criação de dois novos eventos de dimensão regional, o Festival da Biosfera em 2022, com valorização de produtos endógenos como o peixe do rio, o vinho e o azeite, e a criação do Festival do Campino em 2023, com exaltação de um dos maiores símbolos vivos do Ribatejo, bem como a integração da programação cultural em rede VOLver, em articulação com os Municípios de Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, que promoveu um conjunto significativo de ações que se desenvolveram nestes territórios, com partilha de recursos e expansão da divulgação”, informa ainda a mesma nota.

No âmbito da Feira Nacional do Cavalo, para além de ter sido alcançada “a sustentabilidade financeira do certame, o evento subiu de patamar, batendo todos os recordes de participações de cavaleiros e cavalos, com um aumento de 20% nos últimos 4 anos, bem como de espaços de venda ao público, com 214 expositores, sendo a primeira vez que registámos mais de 200 expositores de comerciantes em atividade, num evento onde criámos também o Palco Tradição, que cumpre o nosso objetivo de divulgação e promoção da cultura local e regional, com amostras das diferentes componentes do mosaico cultural nacional e que encontram na Feira um palco para o mundo”, refere igualmente. Neste sentido, está em curso uma candidatura da F.N.C. a Património da Humanidade, reconhecido pela UNESCO, para preservar a tradição e identidade da Golegã, valorizando o território e a cultura.

Também através da transmissão streaming, implementada pela primeira vez na Feira Nacional do Cavalo de 2023, e que se manteve na edição do ano passado, bem como a transmissão de algumas provas que decorrem no Centro de Alto de Rendimento de Deportos Equestres ao longo do ano, “levámos o desporto equestre e a promoção turística dos nossos produtos e território a milhares de pessoas, nos quatro cantos do mundo, com registos de visualizações em mais de 30 países”, refere igualmente a mesma nota do Município.

Essencial para esta dinâmica tem sido “o cimentar de fortes redes de parceria, que têm permitido promover toda a nossa potencialidade. Num mundo globalizado e assente em sinergias, o único caminho para o desenvolvimento é apostar no trabalho conjunto com Entidades como a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o ICNF, as CCDR, as Federações Desportivas e os Municípios com quem trabalhamos em rede, fator fundamental e que permite uma alavancagem nos nossos principais eventos, mas igualmente na divulgação do nosso território”, conclui.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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