A GNR registou, desde o início do ano, oito crimes de poluição da água, mais de metade dos apontados em 2015, informou hoje a corporação em comunicado.
A nota à comunicação, que faz o balanço operacional de incidentes de poluição, refere que, no mesmo período, a GNR recebeu 249 denúncias de poluição da água e emitiu 394 contraordenações.
Comparativamente a 2014, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR registou, este ano, até à data, mais um crime de poluição da água.
Em 2015, foram assinalados 15 crimes deste tipo.
A poluição da água levou, no ano passado, a 344 denúncias e 722 contraordenações. Em 2014, foram 270 denúncias e 668 contraordenações.
Face à poluição do ar e dos solos, que consta nos dados da GNR, a da água é a que apresenta mais denúncias, contraordenações e crimes.
Desde o início do ano, a GNR registou um crime de poluição do ar, cem denúncias e 171 contraordenações. Em 2015 e 2014, sem registo de crimes deste tipo, a GNR recebeu 222 e 210 denúncias e aplicou 385 e 346 contraordenações, respetivamente.
Quanto à poluição dos solos, foram identificados, desde janeiro, dois crimes, o mesmo número que em 2015 e mais um em relação a 2014.
Até à data, em 2016, o SEPNA recebeu 29 denúncias e emitiu 76 contraordenações, para este tipo de crime. Em 2015 e 2014, foram, respetivamente, 27 e 23 denúncias e 104 e 88 contraordenações.
Descargas de lamas numa ribeira ou deposição de óleos nos solos, queima de lixo a céu aberto ou circulação de embarcações a motor em zonas onde tal é proibido são exemplos de incidentes que levaram a GNR a aplicar contraordenações.
Dependendo do grau de dano causado, a poluição pode revelar-se um crime.
O balanço operacional da GNR sobre incidentes de poluição decorreu no âmbito da monitorização, vigilância, fiscalização, inspeção e execução de mandados e decisões administrativas e judiciais.
