Na sequência de uma denúncia, a Guarda Nacional Republicana deteve hoje, dia 21 de maio, em Fátima, um homem de 55 anos e uma mulher de 41 anos, suspeitos dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono de duas crianças, encontradas sozinhas junto à via pública no concelho de Alcácer do Sal.
Após receberem o alerta de populares sobre a presença das crianças desacompanhadas numa estrada entre Alcácer do Sal e a Comporta, dois meninos de nacionalidade francesa, de três e cinco anos de idade, os militares deslocaram-se imediatamente ao local, onde garantiram a proteção e segurança dos menores.
“As crianças foram encaminhadas para a casa de um popular, onde permaneceram e foram prestados os primeiros cuidados, na presença dos militares da Guarda, até serem encaminhados para unidade hospitalar”, refere a GNR na nota enviada ao nosso jornal.
As diligências de investigação foram desenvolvidas de forma imediata e articulada entre as várias valências do dispositivo policial da Guarda, tendo permitido localizar e deter os suspeitos em Fátima. A investigação está a cargo do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Santiago do Cacém, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Grândola.
Segundo avançou a RTP, existe um processo no tribunal de menores de Colmar, no nordeste de França, local de origem da mãe das crianças. A estação pública refere ainda que a progenitora terá levado os dois menores para o estrangeiro sem autorização paterna, tendo a respetiva queixa sido apresentada há cerca de dez dias.
A RTP adianta também que a mãe e o padrasto das crianças foram localizados por militares da GNR de Tomar numa esplanada de um café, em Fátima, após o alerta dado por um popular, encontrando-se a ser ouvidos pelas autoridades.
De acordo com a RTP, o Ministério Público chegou a delegar a investigação na Polícia Judiciária, por suspeitas do crime de exposição ou abandono, mas o processo acabou por regressar à GNR, estando agora enquadrado como um caso de violência doméstica.
A estação pública refere ainda que as crianças não foram entregues à embaixada francesa e que o tribunal determinou uma medida de acolhimento familiar.
Fonte do Ministério francês dos Negócios Estrangeiros confirmou à RTP estar a acompanhar o caso em Portugal, garantindo que “as crianças estão sãs e salvas”, acrescentando que os menores ficaram inicialmente ao cuidado dos serviços portugueses de proteção de menores enquanto decorre o inquérito.
