GETAS leva no sábado “Auto da Barca do Inferno” em peregrinação pela vila de Sardoal. Foto ilustrativa: DR

O GETAS – Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal, vai levar à cena no próximo sábado, dia 19 de novembro, pelas 21h00, a peça “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, tendo como palco a Praça da República com peregrinação por vários locais emblemáticos da vila.

Com encenação de José Ramalho, diretor artístico do Teatro Figura, a realização deste espetáculo procura a utilização do espaço urbano do núcleo histórico da vila como espaço cénico, privilegiando a Praça da República com o Pelourinho e o painel de azulejos ilustrando uma obra de Gil Vicente como epicentro. A encenação assenta, desta forma, num programa de peregrinação pela vila de Sardoal, fazendo decorrer o espetáculo em quatro locais: Praça da República, Cadeia Velha, Igreja da Misericórdia e Igreja Matriz.

O projeto artístico tem como objetivo central o uso de um texto clássico, cuja modernidade está presente nas dimensões sociológicas e psicológicas das personagens, corroboradas pela genialidade do texto e sua relação intemporal com o nosso quotidiano. Na perspetiva de trazer novos discursos estéticos, aportando novas linguagens, pretende-se provocar outros olhares, desafiando os públicos à descoberta do património, promovendo a sua valorização e a consciência da responsabilidade individual e coletiva da sua preservação.

A iniciativa insere-se no projeto “Caminhos Literários”, que resulta de uma candidatura conjunta apresentada pelos Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal ao Programa Operacional Regional do Centro 2014-2020.

O projeto, que explora os territórios ligados a António Botto, Camões e Gil Vicente, pretende disponibilizar o usufruto da arte em locais públicos e de acesso livre e trará a estes territórios vários espetáculos de música, artes visuais e cinema documental, entre outros.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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