O GETAS já assinalou 40 anos dedicados ao teatro em Sardoal. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

O GETAS “chega a 2022 a proporcionar entretenimento a quem participa nas produções, porque é essa a nossa missão: entreter quem quer produzir alguma coisa. E depois pegar nessas produções e entreter a população em geral”, afirmou o presidente da direção, Paulo Rosa, ao mediotejo.net.

Criado em 16 de novembro de 1982, o GETAS – Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal, ainda é, 40 anos depois, o principal dinamizador de teatro em Sardoal. Aliás, foi com o GETAS que mudou o paradigma do teatro em Sardoal, designadamente no que toca ao nível artístico e técnico das representações. A partir dos GETAS, o teatro local deixou para trás a função de mera diversão popular e transformou-se em atividade cultural com procurações criativas, como escreveu Mário Jorge de Sousa na revista Zahara, tendo relatado que “o GETAS era o embaixador dos sardoalenses e do Sardoal”.

Paulo Rosa é o presidente da direção do GETAS – Centro Cultural. Créditos: Paulo Rosa

A propósito da preocupação artística, Paulo Rosa lembra que os voluntários “são atores amadores”. No GETAS não há atores profissionais. Apesar disso, “tentamos atingir sempre os níveis máximos de profissionalismo. Enquanto amadores não quer dizer que sejamos mais ou menos competentes. Até porque os conteúdos chegam cada vez com mais facilidade a casa das pessoas, seja através da televisão por cabo seja através da Internet. O público está cada vez mais exigente, portanto não podemos pôr-nos a jeito de sermos identificados como menos competentes”.

Portanto, o empenho é palavra de ordem, tentando “reunir a melhor equipa e dentro das capacidades de cada um, entregar o papel de colaboração, no sentido de cada um colaborar dentro do que consegue mas que se consiga atingir um objetivo aprimorado, que o público identifique como um bom trabalho”.

‘A Casa das Albas’ pelo GETAS. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Recordou que projetos como ‘Sardoal 88 Ano de Gil Vicente’ permitiram ao GETAS obter apoios oficiais da Secretaria de Estado da Cultura, da Fundação Gulbenkian, do Governo Civil e de autarquias. Peças como ‘A Casa das Albas’, uma recriação de ‘A Casa de Bernarda Alba’ de Federico Garcia Lorca, permitiram que o Grupo de Sardoal representasse Portugal no V Encontro de Teatro Amateur del Principado das Astúrias, em Gijon, Espanha, em 2011, ao conquistar o primeiro prémio no Festival Nacional de Teatro Amador. Essa peça deu à atriz Tânia Falcão uma menção honrosa e uma nomeação para ‘Melhor Intérprete feminina’ no Concurso, na Póvoa de Lanhoso, no ano seguinte.

Para Paulo Rosa, a associação “tem cumprido a missão que lhe compete de proporcionar entretenimento às pessoas que querem trabalhar connosco e depois para o público de um modo geral. Efetivamente em determinadas ocasiões teve um alcance maior. Quando conseguimos atingir esses patamares acabamos por ter muita gente disponível para trabalhar porque os voluntários gostam de participar em atividades que os leve além fronteiras, como tivemos em Espanha”.

Em Portugal, “existe teatro muito bom, a nível de grupos amadores. E tivemos o privilégio de ter uma excelente encenação de Rafael Vergamota numa parceria que fizemos com o grupo de teatro Pouca Terra, do Entroncamento, e foi observado pelo júri como o melhor trabalho em 2010. Todos os anos a Federação de Teatro Amador, com a sua congénere espanhola, fazem um intercâmbio, sendo que quando existe o encontro anual em Portugal vem um grupo espanhol fazer uma apresentação, quando a nossa congénere espanhola faz o encontro anual vai o grupo português que venceu o concurso nacional fazer a representação em Espanha”, explica.

Público a assistir à peça de Gil Vicente ‘Auto da Barca do Inferno’ em Sardoal. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

De realçar também o galardão que coube a Manuel Luís Costa, isto é o Prémio Especial do Júri, no 1º Festival de Teatro de Santarém, em novembro de 1985, pela sua interpretação em ‘O Tio Simplício’ de Almeida Garrett, já apresentado no espaço designado de ‘Atrium’, na sede do GETAS, cedida pelo Município de Sardoal, com um auditório que comportava cerca de 40 espectadores.

Ou o Primeiro Prémio de Interpretação Masculina que coube a José Paulo Sá no 2º Festival de Teatro de Santarém, em 1987, ou ainda a nomeação de José Pedro Simões, para Melhor Ator Secundário no XVI Concurso Nacional de Teatro Amador, em 2018, pela representação na peça ‘Daqui Fala o Morto’ de Carlos Llopis.

Paulo Rosa refere também que o GETAS colaborou duas vezes com o Grupo de Teatro da Camacha, na ilha da Madeira, que realiza anualmente um festival de teatro pela época do Carnaval, “o que é também interessante para os grupos, porque ao mesmo tempo que vão trabalhar conhecem a realidade local e a ilha da Madeira tem grandes tradições no que diz respeito ao teatro. Além de participarmos no festival participámos também em desfiles de Carnaval na vila da Camacha em parceria com a Casa do Povo que também tem um grupo de teatro. Este tipo de parcerias, intercâmbios, são excelentes para motivar o voluntariado”, considera.

‘O Tio Simplício’ de Almeida Garrett interpretado pelo GETAS.

Defende, quanto a apoios financeiros, que “as associações devem ser cada vez mais independentes”, reconhecendo que “a subsidiodependência existe. É pouco fácil de contornar a existência de apoios por parte do Município, da Junta de Freguesia, da Fundação INATEL. Estamos, sem dúvidas, dependentes deste tipo de apoios para fazer bons projetos. Um projeto simples todos conseguimos fazer, para termos uma produção que seja apreciada por qualquer público, seja no Sardoal, em Abrantes, em Lisboa ou seja em Madrid, tem de ser uma produção com qualidade e isso custa dinheiro. Ainda que atualmente se trabalha muito com luzes e menos com cenários, há determinados fatores que são caros, figurinos, vestuário, etc”. Atualmente contam-se entre os patrocinadores do GETAS, igualmente, empresas locais.

Por isso considera “importante” que as entidades que apoiam o teatro amador “o continuem a fazer”, apesar de defender a autonomia das associações culturais, designadamente “através das bilheteiras”, ou seja, “sensibilizando os públicos”, embora compreenda que “havendo uma contribuição da Câmara Municipal dá alguma legitimidade para que as pessoas acedam aos espetáculo de forma gratuita”.

Mas, por outro lado, defende “nem que seja um valor simbólico”, por exemplo: “sujeito ao levantamento de bilhete com o donativo ao seu critério. Por pouco que seja, se calhar chegamos ao fim do ano conseguindo fazer uma produção, com aquilo que angariamos ao longo das sessões que apresentamos”.

GETAS a Cantar os Reis pelas ruas da vila de Sardoal. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Sendo certo que, sábado 19 de novembro, o GETAS vai apresentar pelas ruas da vila de Sardoal ‘O Auto da Barca do Inferno’ de Gil Vicente, integrado no projeto ‘Caminhos Literários’, mas com caminho de futuro e outras representações, designadamente para escolas ou outros grupos. No passado, com experiência em teatro infantil, peças dos GETAS percorreram escolas e festas de Natal de várias entidades.

“Não temos nenhuma peça para a infância e juventude ativa”, esclarece o atual presidente, admitindo haver “carência nacional” de peças de teatro para esse tipo de público, dando conta que, no atual momento, o Grupo “dá prioridade a trabalhos mais generalistas”.

No entanto, considera que o teatro dirigido a crianças e jovens “é muito importante porque Câmaras Municipais, associações de Bombeiros e empresas procuram esse tipo de trabalhos, principalmente nesta altura do ano para as festas de Natal. No nosso ponto de vista é prioritário mas não à frente de outros trabalhos. Estamos a preparar e contamos no Natal de 2023 ter algo disponível para apresentar nesse contexto”, avançou.

Na verdade a direção da associação cultural procura agora um espetáculo que aponte caminhos da itinerância. “Temos intenção de iniciar já trabalhos em janeiro com uma outra peça menos clássica”, diz Paulo Rosa, referindo-se ao “Auto da Barca do Inferno”.

Pretende-se que o GETAS tenha “um trabalho menos clássico, apreciado pelo público em geral, com a característica de itinerância que este trabalho não tem. Obriga a questões cenográficas e técnicas que não se adequam a uma itinerância mais ligeira. Pretendemos encontrar uma peça de teatro com essas características para fazer face à necessidade inevitável de fazer intercâmbios com outros grupos”.

A ideia passa por conseguir realizar o Festival Anual de Teatro no próximo ano. “Voltar a realizar o Festival de Teatro em novembro, em que todos os fins de semana vem um grupo com quem fazemos intercâmbio e apresentar uma peça diferente no Sardoal. Tem duas vertentes interessantes: permite-nos acesso gratuito ao público e permite também fazer deslocações que motivam os voluntários”, destacou.

Mas para isso a atual direção, que além de Paulo Rosa conta com “uma equipa de pessoas dedicadas e com grande experiência em termos de associativismo”, estabeleceu prioridades, sendo a primeira cativar voluntários para o trabalho de atores.

Os GETAS nas Marchas Populares. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

“Não é fácil encontrar voluntários em grande número em áreas de baixa densidade populacional. E não é fácil mantê-los motivados. Compete às direções das associações arranjar métodos para estimular o voluntariado, para comparecer e trabalhar com interesse. E que o façam com amor. Se conseguirmos, no âmbito das funções de dirigentes encontrar métodos para manter os voluntários interessados naquilo que estão a fazer, consegue-se atingir esses objetivos, não na perfeição, mas com bons níveis. Os dirigentes têm de fazer esse trabalho de casa, para que as pessoas se sintam, em primeiro lugar, divertidas. Por outro lado, motivá-los a darem os seu melhor e fazê-los entender que conseguem atingir determinado patamar”, afirma.

Paulo Rosa garante que o Sardoal “gosta muito de teatro! Quer na assistência quer nas produções” e a associação, estando de portas abertas, cumpre também uma função social. “É importante nos meios pequenos que exista este tipo de atividades”, afirmou, sublinhando a importância do papel do GETAS na interação envolvendo a comunidade, aliás “um papel transversal ao associativismo”.

A comédia encontra-se entre as preferências dos sardoalenses. “Durante muitos anos o teatro em Sardoal fazia-se para divertir as pessoas”. No futuro, “para entretenimento local, temos intenção de encontrar um trabalho dirigido ao público local, para a itinerância, até no contexto do Festival Anual, o júri dá maior importância a trabalhos clássicos, mais elaborados. Esse tipo de conteúdos para o intercâmbio tem de existir. A participação no Festival Nacional de Teatro é muito importante, não só porque podemos conseguir novamente um primeiro lugar e que nos vai dar outra visibilidade a nível ibérico, como também que os nossos atores e atrizes sejam premiados no Festival, o que motiva os outros”.

‘A Boda’ interpretado pelos GETAS. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

O GETAS teve origem num grupo cénico criado em 1981 por Victor Águas – tio de Paulo Rosa que desde os seis anos de idade conhece o Grupo de Teatro por dentro, interagindo com pessoas mais velhas, na sonoplastia, carpintaria, conceção de cenários e figurinos, precisamente pela sua mão – e Júlio Moleirinho. Ambos conseguiram convencer 30 jovens sem qualquer experiência de palco a entrar em cena. Mas só no ano seguinte foram eleitos os primeiro corpos sociais, escolhido um nome, e oficializado o Grupo de Teatro por escritura notarial a 16 de novembro.

O pai de Paulo Rosa foi um dos fundadores que assinou a escritura notarial de criação da associação “mas quem me levava mais para as atividades era o meu tio, um dos principais impulsionadores da associação. Uma figura conhecida não só no concelho de Sardoal mas também nos concelhos limítrofes” muito por estar ligado à Rádio Antena Livre, conta.

À semelhança de qualquer coletividade, o GETAS teve momentos altos e momentos menos bons, alguns à beira da extinção. Em 1984, faltando novas linguagens teatrais, valeu a intervenção de Eusébio Baptista Paulino que assumiu as rédeas do Grupo dando-lhe um novo ânimo.

No ano seguinte o GETAS passou a designar-se Centro Cultural de Sardoal mantendo o teatro como principal atividade mas introduzindo novas, como música, pintura, fotografia (com laboratório de revelação da responsabilidade de Paulo Sousa), fado, oficinas de fantoches, dança, costura, marchas populares, desfiles alegóricos de Carnaval e até projeção de filmes comerciais com o apoio da INATEL.

A Paixão de Cristo pelo GETAS em Sardoal. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

“Tivemos, nos tempos de maior atividade teatral, outras atividades culturais que são transversais à cultura portuguesa mas que não se faziam e começamos a fazer. E sempre que conseguimos reunir o número suficiente de pessoas fazemos o Cantar dos Reis, bem como outras atividades mais práticas de organizar como os magustos, a Festa de Natal”, refere o presidente. Além disso, o GETAS mantém a Paixão de Cristo na Semana Santa e as Marchas Populares em junho, desde que “existam condições para fazer com qualidade”.

Entre essas atividades destaque para a tradição de enfeitar as capelas e igrejas de Sardoal com tapetes de flores na Semana Santa em que o GETAS “colabora. A tradição mantém-se há muito tempo e o GETAS colabora enfeitando uma das capelas”, sublinha.

Em dezembro de 1986, ano em que o GETAS subiu ao palco do Teatro da Trindade, em Lisboa, por conta da versão teatral da ‘Crónica dos Bons Malandros’ de Mário Zambujal, no âmbito da Associação Regional de Santarém de Teatro de Amadores, foi apresentada a primeira peça do Grupo destinada ao público infantil, no Cine-teatro Gil Vicente, da Santa Casa da Misericórdia que acabou por vir abaixo em 1989, deixando Sardoal sem sala de espetáculos, um momento menos bom do Grupo de Teatro.

Alguns espetáculos passaram depois pela sede, na Rua Luís de Camões, e pelas instalações dos Bombeiros de Sardoal, como é o caso da peça de Alice Vieira ‘Leandro, o Rei da Helíria’ que contou com a escritora em Sardoal para assistir ao espetáculo.

“Não ficámos totalmente desprovidos porque tínhamos espaço na nossa sede para fazer a apresentação de alguns trabalhos mas não tinha capacidade para comportar um número de espectadores que tínhamos anteriormente e que temos agora. Fizemos ali espetáculos de muita qualidade, em ambiente mais intimista no entanto, não conseguíamos fazer eventos para um público mais numeroso. Socorremo-nos também do salão multiusos dos Bombeiros Municipais que gentilmente o Comando dos Bombeiros nos cedeu, até porque a própria corporação usufruía de diversos trabalhos nossos para entretenimento”, explica.

Grupo Coral do GETAS tinha como maestro o atual presidente da Câmara, Miguel Borges. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

Para além do teatro, o GETAS contava também com um Grupo Coral. Idealizado por Luís Gonçalves e Manuela Grácio em 1987, foi dirigido durante 25 anos pelo maestro Miguel Borges (atual presidente da Câmara Municipal). Com altos e baixos foi resistindo até chegar a pandemia de covid-19, apresentando um repertório com música clássica e ligeira, passando pelo cancioneiro popular. Encontra-se atualmente inativo.

“Na sequência da pandemia muita gente deixou de colaborar com a associação, embora não deixando de ser membros e estamos sempre recetivos a que voltem a colaborar com o GETAS”. Quanto ao Grupo Coral, esse “não está ativo. Estamos ainda na ‘ressaca’ da covid-19. Pelas contingências que foram impostas, devido às restrições tendo em conta a saúde pública, na realidade a associação parou muito”, admite o presidente.

Na realidade uma situação que se multiplicou por todo o país. “Estamos a propor aos voluntários para trabalharem em projetos que consideramos prioritários. Atualmente temos o projeto do ‘Auto da Barca do Inferno’ que nos foi apresentado pelos ‘Caminhos Literários’ que aceitámos de imediato porque é um projeto que não teve origem na nossa associação. Foi-nos proposto participar com a cedência de atores e atrizes. Na condição de ficarmos com o projeto para apresentar no Sardoal, em ocasiões diversas, mas com especial intuito de apresentar a escolas que pretendam visitar-nos no sentido de interpretar Gil Vicente no contexto desta peça especifica, e não só”, avança, exemplificando com a população sénior.

‘A Severa’ pelo GETAS em Sardoal. Créditos: Paulo Jorge de Sousa

No próximo domingo, o Centro Cultural Gil Vicente recebe uma cerimónia para assinalar os 40 anos do GETAS cujo programa integra “a apresentação de diapositivos com imagens a retratar o percurso da associação desde o inicio dos anos 80. Faremos também algumas abordagens aos equipamentos que utilizámos, nomeadamente no antigo Cine-teatro Gil Vicente. Faremos referência à transição posterior do nosso espaço de trabalho para o novo Centro Cultural”, explicou Paulo Rosa.

Após a apresentação dos diapositivos está prevista uma homenagem aos fundadores. “Vamos entregar uma pequena lembrança aos antigos presidentes, antigos encenadores e antigos maestros. Faremos também uma alusão especial a todos os que colaboraram com o GETAS desde o início até à data de hoje, mas de forma simbólica”, acrescenta o responsável.

O programa inclui ainda “uma pequena apresentação musical para dar um pouco de colorido ao evento e convidaremos os presentes a estarem connosco depois num pequeno convívio no espaço Cá da Terra, contiguo ao Centro Cultural, e o tradicional cantar os parabéns. Esta cerimónia apesar de não ter um conteúdo com apresentação de uma grande produção, pretende-se que seja apenas um recordar o passado”.

Para ter futuro, o grande desafio para o GETAS passa por “ concretizar o nosso calendário anual. É composto por coisas pequeninas, uma de cada vez, passos certos, feito com qualidade, de forma a corresponder às expetativas do público, e de forma a mantermos atividades que levem as pessoas, que querem estar ativas, a fazer alguma coisa. O grande desafio é conseguir fazer chegar os conteúdos em primeiro lugar à população local, com conteúdos itinerantes. Portanto, o grande desafio é um todo, um pouco abstrato mas também concreto”, conclui.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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