Leonel Mourato dá continuidade a uma caminhada de partilha de aventuras no incrível mundo do Geocaching. Muito mais que locais conhecidos, o Geocaching dá a conhecer lugares desconhecidos, abandonados, singulares, perdidos e apaixonantes, mostrando-nos a sua história e o seu significado. A viagem de hoje é até ao Umbilicu Patriae, em Sardoal.
#geocachingworld – Nickname – Clube das Sandes
GCRM1W – Umbilicu Patriae [Sardoal]”,
Owner (HDV):
Coordenadas GPS – N 39° 37.313′ W 008° 10.064′
Relativamente próximo do vértice da Melriça, em Vila de Rei, alegado centro geográfico de Portugal, e na imediação do Penedo Furado, encontramos, implantado no topo de uma colina, um conjunto de monumentos bastante ignorados e algo votados ao abandono mas que, ainda assim – e talvez também por isso – são porventura dos mais belos, tocantes e carregados de real significado que podemos encontrar em Portugal.
Se a «Melriça» é o referencial «geodésico», o Cristo Rei da Matagosa é o centro anímico, coração e umbigo da pátria.
Na realidade trata-se de um «três em um» onde, a par do motivo aparentemente religioso no cunho mas bastante «laico» e nada piegas na forma – portanto, sobretudo «poético»-, datado de 1974, pontificam ainda pelo menos dois outros, posteriores: em comemoração dos 500 anos dos Descobrimentos e dos feitos da Marinha e, por iniciativa desta, uma homenagem especialmente feliz à mulher portuguesa – conjugando certos dizeres com a infinitamente expressiva presença de enorme âncora.
(Fonte: CM Sardoal)

É uma daquelas perdidas no tempo e no espaço. Num daqueles locais singulares, longínquos e desconhecidos. Altaneira, com o Zêzere a seus pés…

No seu dia, fica a legenda da placa em honra da mulher Portuguesa:
” A Mulher Portuguesa
Mãe – esposa – Filha
Viúvas de vivos ausentes
No mundo que Descobriram”
É um local de paz. Quando chegamos, podemos admirar as belas paisagens que em redor do monumento lhe fazem companhia. O Zêzere e todo o vale circundante, permitem ao viajante uma tranquilidade aqui tão perto. E recomendada, para quem queira conhecer um local diferente.
Quanto à CACHE, foi o André que a descobriu. Estava a “sorrir” e assim ficou.
Aquele abraço do Clube das Sandes
Em Sardoal (Santarém)
