Reunião de Câmara Municipal de Gavião. Créditos: mediotejo.net

Através de um protocolo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o Município de Gavião vai disponibilizar, dentro de 15 dias, um espaço na Biblioteca Municipal para apoio a doentes oncológicos e suas famílias. O protocolo foi aprovado por unanimidade em reunião de Câmara na quarta-feira, 16 de março .

O desafio surgiu da Liga Portuguesa Contra o Cancro, através da delegação de Portalegre, no sentido da Câmara Municipal de Gavião estabelecer um protocolo para cedência de instalações “sem qualquer contrapartida financeira”, explica o presidente da autarquia José Pio, que abraçou a ideia de criação deste ‘gabinete de apoio’.

O objetivo passa, então, pelo apoio, incluindo psicológico, a doentes oncológicos e suas famílias. Para tal foi criado um espaço na Biblioteca Municipal que receberá os doentes com cancro ou familiares que solicitem ajuda e que “oficialmente” estará operacional dentro de 15 dias, garantiu o autarca. Os dias e horários em que o serviço funcionará ainda não foram definidos.

Para o presidente José Pio, este espaço será “uma mais valia”, razão que levou o Município a aderir “a esta ideia que nos foi lançada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro” Núcleo Regional do Sul. Desta forma “terão um espaço para virem e falarem com as pessoas” e “avaliarem a necessidade de clínicos que possam ajudar”, referiu.

Trata-se de um local “com técnicos de várias valências” preparados para prestar apoio a quem solicitar, explica o presidente referindo que a avaliação é da responsabilidade da psicóloga municipal Eva Churro.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA DE GAVIÃO, JOSÉ PIO

O espaço foi pensado para os residentes no concelho de Gavião mas, garante José Pio, sem fechar as portas aos de fora.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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