A obra do museu de carros de atrelar, aquele que será futuro Museu Pequito Rebelo, em Gavião, já arrancou, representando um investimento na ordem de 1,3 milhão de euros. A construção está integrada na intervenção do antigo Seminário, local que acolherá o Ninho de Empresas a ser construído no antigo pátio do edifício datado dos finais do século XIX e que foi residência da família Pequito Rebelo.
O museu receberá um conjunto de carros de tração animal que pertenceram a José Hipólito Raposo exposto durante vários anos no museu privado. Trata-se de um conjunto com 38 exemplares de diversos tipos, desde logo uma ambulância militar, um modelo de 1907, recuperada da sucata depois de ter sido utilizada como galera de carga e calcula-se ter mostrado utilidade na I Guerra Mundial.

Pensa-se ser exemplar único, sendo uma das mais interessantes relíquias da coleção. O construtor foi a Fábrica D’Armas de Lisboa, de que o carro ainda conserva as chapas.
Detalhes e pormenores de carros de cavalos maioritariamente do século XIX que José Hipólito Raposo herdou da mãe – Valentina de Andrade Pequito Rebelo – e outros que acrescentou à coleção.

Contudo, a mostra irá além dos carros de atrelar apesar destes por si só, constituírem um inigualável espólio, como por exemplo o Landó (em Portugal) ou Landau (em França), um modelo originário da Alemanha do final do século XVIII, que sucedeu ao coche como viatura de aparato, utilizado em dias de desfiles reais ou de chefes de Estado e atualmente ainda usado pela monarquia.
A coleção apresentará também “todos os arreios, conjuntos de porcelana da Índia e um conjunto vasto de materiais associados aos carros de atrelar que queremos colocar no museu” explicou ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal, José Pio.

O contrato de adjudicação da obra de construção do museu foi assinado com a empresa 4MB, uma obra que apresenta um prazo de execução de 365 dias. O presidente acredita que Câmara Municipal terá condições de a inaugurar no 25 de Abril de 2022.
O arquiteto portalegrense João Luís Carrilho da Graça é o responsável pelo projeto, numa obra na ordem de um milhão e 300 mil euros.
No antigo Seminário adquirido pelo Município por cerca de 200 mil euros, além do museu, funcionará o Ninho de Empresas.


Fico satisfeito por não deixaram cair o “meu” seminário e lhe darem utilidade muito nobre.
O mesmo digo da preservação dos carros que fazem parte do nosso patrimonio identitário
Obrigado pela partilha.