Casa Covão da Abitureira. Foto: DR

Giorgio Formica, 68 anos, proprietário da unidade turística ‘Casa Covão da Abitureira’, em Belver, concelho de Gavião, morreu no passado sábado, em Itália, vítima de cancro. A notícia do seu falecimento causou grande consternação em Belver, onde era muito estimado e conhecido por ser um apaixonado pelo Tejo, pelo local e pelas suas gentes.

O funeral realizou-se, na terça-feira de Carnaval, no seu país natal. Mas, este sábado 17 de fevereiro, em Belver, será celebrada uma missa de sétimo dia a pedido da Junta de Freguesia presidida por Martina Jesus.

Radicado há anos em Belver, onde adquiriu a antiga Casa Seara, antigamente fábrica de alpargatas, ao lado da estação do comboio de Belver, à beira rio, que recuperou e transformou em unidade turística, Giorgio Formica adoeceu gravemente em novembro.

Giorgio Formica

Em dezembro esteve hospitalizado em Torres Novas, acabando por regressar a Itália de onde já não voltou.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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