Uma incubadora de empresas não tecnológicas vai “nascer” no concelho de Gavião, no distrito de Portalegre, num investimento de 1,3 milhões de euros, tendo o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio (PS), e o ministro do Planeamento, Nelson de Souza, presidido, esta sexta-feira, à cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção do novo equipamento, cuja obra já foi adjudicada, e que vai nascer no logradouro do antigo edifício do seminário de Gavião.
A incubadora terá capacidade para acolher entre 14 a 20 empresas. José Pio, presidente da Câmara do Gavião, disse existirem jovens interessados em ingressar “no mundo do empreendedorismo” e desenvolver a sua atividade na região.

“Os jovens não têm dinheiro para iniciar a sua atividade e a incubadora pretende criar condições para que possam ingressar no mundo do empreendedorismo e na sua profissão sem custos iniciais”, afirmou.
Segundo José Pio, o município quer criar condições, com a nova incubadora, para fixar pessoas no concelho. “Esta incubadora poderá criar, nos três maiores espaços que vão ser construídos entre 20 a 30 postos de trabalho diretos”, acrescentou.

Assim, nascerão dois blocos “uma parte mais dedicada à manufatura, de pequena transformação. E outro bloco que terá dois pisos, aproveitando o desnível do terreno e neste bloco serão desenvolvidos alguns serviços comuns a todo o complexo, nomeadamente serviços fornecidos pelo Município, de contabilidade, apoio logístico as empresas sedeadas e um auditório com capacidade para 75 pessoas” onde poderão ser realizadas conferências explicou ao ministro do Planeamento o engenheiro que integra a equipa projetista, José Ruás.
A incubadora vai ter, no primeiro andar, “um open space que poderá ser dividido em vários gabinetes. Este primeiro piso será uma zona mais dedicadas a empresas – inovadoras – mas não tanto de manufatura, comparativamente com o piso térreo. Depois uma área dedicada a serviços com uma sala comum, zona de copa, zonas técnicas e um gabinete que se prevê dedicado ao estudo da florestas e dos incêndios florestais” indicou.
Serão “entre 14 e 20 espaços, são modelares, com áreas variáveis entre os 20 e os 70 metros quadrados por módulo. Numa área total de construção na ordem dos 1250 metros quadrados, desenvolvido em dois pisos, sendo que o piso térreo ocupará mais área na ordem dos 800 metros quadrados, e o piso superior com 450 metros quadrados”, especificou José Ruás.

O espaço exterior ainda permite um zona de anfiteatro com o objetivo de “desfrutar do exterior para outros eventos. Prevê-se que seja um espaço que permita a instalação das empresas de uma forma rápida e cómoda, para responder a todas as necessidades que uma empresa moderna exige. Permitirá também promover a continuidade de algum artesão e artes que existem na região” concluiu o engenheiro. Uma obra com execução de 540 dias.
O lançamento da primeira pedra decorreu na sexta-feira, 12 de julho, com o presidente da Câmara e o ministro do Planeamento a registarem o ato para memória futura mediante a assinatura de um documento colocado depois no local destinado à primeira pedra.
Seguiu-se a inauguração da XVIII edição da Mostra de Artesanato e Atividades Económicas de Gavião, que decorrerá até domingo. Nelson de Souza disse ser “com muita honra” que se associa às duas iniciativas que espera “que contribuam para o desenvolvimento económico de Gavião”.
Os músicos Anselmo Ralph, Blaya e David Carreira são os “cabeças de cartaz” do certame, que, além da música, da gastronomia e do artesanato, tem para oferecer aos visitantes conferências temáticas e um passeio de motorizadas, entre outras atividades.

c/LUSA
