São 10 os jovens que, numa missão de voluntariado, decidiram utilizar os seus últimos dias de férias na vigilância florestal, em Gavião, distrito de Portalegre. Com o propósito de defesa da floresta, o seu trabalho passa sobretudo pela vigilância nas zonas florestais do concelho mais “críticas” a incêndios ou de “grande abrangência” explica ao mediotejo.net o presidente do Município, José Pio.
“Para aprenderem como é difícil vigiar e proteger a floresta”, os jovens, na sua maioria estudantes, foram colocados em “pontos chave”, devidamente equipados para poderem comunicar com os bombeiros no caso de detetarem qualquer incêndio ou “anormalidade”, referiu o autarca. Esses locais estratégicos encontram-se definidos no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, sendo os jovens colocados com a ajuda do corpo de bombeiros do município.
José Pio considera esta ação “uma mais-valia” para a prevenção dos incêndios mas também uma forma de sensibilizar as novas gerações para a “perigosa” problemática dos fogos florestais “que nos deve mobilizar a todos”, disse. Até porque estes jovens do concelho de Gavião, em 2017, “sentiram na pele o perigo dos incêndios” florestais, quando em agosto o concelho foi assolado pelo fogo, destruindo floresta, zonas agrícolas e até habitações.
Esta iniciativa promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude e “acarinhada” pelo município de Gavião, no âmbito do programa ‘Voluntariado Jovem na Floresta’ não é nova. Já em 2017 o município aderiu através da AJA Gavião. Este ano o estimulo à participação foi dirigido à Acajug Juventude Gavionense.
“Cada ano, a Câmara Municipal convida uma associação” do concelho a assinar o protocolo ‘Voluntariado Jovem na Floresta’ no sentido de promover a ação de voluntariado. O número de 10 elementos foi o estabelecido para a criação do grupo e “foram 10 os jovens que se candidataram” indica o presidente dando conta do “empenho” dos mesmos, agora que se encontram no terreno desde o dia 6 deste mês.
A resposta tem sido “muito boa” garante José Pio, apesar de algumas queixas relativamente ao “isolamento durante algumas horas, embora os jovens funcionem em dupla. Mas é um trabalho em coordenação com os bombeiros e com a GNR e portanto, está a correr bem”, indica.
Os jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, encontram-se em missão de proteção da floresta até 31 de agosto.
