Praia Fluvial da Ribeira da Venda. Comenda, Gavião

O hip hop chega ao concelho de Gavião com o Beat Fest, evento musical que decorre a partir de hoje, dia 2, e até domingo, dia 5 de agosto, em Comenda. Um festival que arrancou há três anos numa dinâmica diferente daquele que será apresentado em 2018, garantiu ao mediotejo.net o vice-presidente da Câmara Municipal de Gavião, António Severino. No Beat Fest 2018 vão estar alguns dos mais conceituados artistas do género, como sejam Mundo Segundo, Sam the Kid, GROGNation, Slow J, Holly Hood, Piruka, e muitos outros.

Em Comenda, no concelho de Gavião, no distrito de Portalegre, há um novo festival que na realidade arranca na sua quarta edição, mas agora numa “dinâmica diferente” segundo o vice-presidente da Câmara de Gavião, António Severino. Ainda que os objetivos da organização passem por dar a conhecer o concelho alentejano, alavancando o seu potencial turístico, a verdade é que pode ser o primeiro passo para o Beat Fest entrar para o mapa dos eventos musicais nacionais.

Conscientes das possibilidades financeiras do município enquanto organizador do festival recusam “entrar em loucuras” disse. Defende um “pequeno nascimento” para que o festival possa “percorrer um caminho seguro no sentido de atingir os objetivos desejados”, nomeadamente que mais pessoas conheçam o território de Gavião.

Trata-se de um festival para a juventude, organizado pelo município, que aposta este ano num “novo formato”, revelou. O executivo teve em conta “as muitas potencialidades” do mesmo, e no sentido de uma “melhor divulgação do festival, quisemos, em conjunto com uma empresa, dar-lhe outra dinâmica”, frisou.

Pretendem “ganhar um pouco mais de escala” e, por isso, “estamos a trabalhar com pessoas ligadas a outros festivais”, explica António Severino. A ideia passa por “atrair mais visitantes ao concelho durante os quatro dias de festival, tentar dinamizar a economia local ao mesmo tempo que as pessoas desfrutam de boa música”.

Festival na Ribeira da Venda, em Comenda

Nesse sentido arrancaram várias ações de marketing e publicidade, como “uma maior abrangência” na tentativa de atrair um maior número de festivaleiros. A venda de bilhetes “está a decorrer bastante bem”, contabilizou no dia 24 de julho, “às 23h00 já estavam vendidos mil bilhetes”, o que permite ao autarca concluir que “o feedback é bastante positivo. Estamos otimistas que consigamos cumprir os objetivos iniciais”, ainda que o “primeiro ano não traga o retorno pretendido”.

O município de Gavião estabeleceu assim uma parceria com uma empresa de comunicação e de realização de eventos, num projeto para três anos, dando assim uma projeção mais mediática ao festival que custa à autarquia cerca de 50 mil euros.

A Câmara Municipal é responsável pela “logística , limpeza do espaço e segurança, enquanto a empresa responsabiliza-se pelas equipamentos, palco e pagamento aos artistas”, explica, acrescentando que o montante recolhido com a venda dos bilhetes é dividido em duas partes, “sendo a da empresa maior que a do município por ter uma contribuição diferente”, tendo em conta o risco do negócio.

O Beat Fest, que vai decorrer na Ribeira da Venda, conta com uma envolvente em espaço fresco, com relva e muitas sombras, e com parque de campismo associado ao meio natureza. O evento vai trazer os melhores artistas nacionais até ao Gavião, durante estes quatro dias. O festival começa diariamente às 19h00, com os concertos a decorrerem entre as 23h00 e as 05h00.

O festival promete quatro dias – acontece dias 2, 3, 4 e 5 de agosto – de celebração da cultura hip hop, género musical que muito define a presente geração. Os primeiros artistas avançados para o cartaz do Beat Fest são os GROGNation (atuam no dia 3 de agosto), Slow J (4 de agosto) e Holly Hood (5 de agosto), três nomes que a cena musical portuguesa gerou nos tempos mais recentes, mas também projetos consagrados como sejam os de Mundo Segundo e Sam the Kid, que atuam a 5 de agosto, entre muitos outros.

A organização do Festival assegura “um pequeno paraíso” como palco para este festival, no Parque de Merendas da Ribeira da Venda, na Comenda, com parque de campismo disponível para os festivaleiros, mesmo junto a águas de nascentes e protegido com as sombras da abundante vegetação local.

Oferecendo espetáculos musicais “de qualidade” António Severino acredita que “quem vier pela primeira vez ao local vai ficar deslumbrado, não só pelas condições, como pela paisagem espetacular daquele espaço magnífico”.

E as condições referidas pelo vice-presidente passam por pelo campismo e segurança até ao nível da saúde. O festival terá em permanência “24 horas por dia um posto de saúde assegurado pelos bombeiros de Gavião”. O parque de campismo conta ainda com chuveiros e casas de banho.

Quem quiser acampar vai ter à disposição desportos radicais e pode usufruir da praia fluvial da Ribeira da Venda e da piscina, bem como da envolvência do Parque de Merendas.

Depois, além dos concertos de alguns artistas nacionais do momento, o Beat Fest promete ainda DJ sets para prolongar cada dia de festa.

As primeiras três edições foram gratuitas, mas para este Beat Fest os bilhetes continuam disponíveis na ticketline e custam 10 euros (bilhete diário) ou 22 euros (passe dos três dias) e 26 euros (passe com direito a campismo). Um preço considerado “justo” para a qualidade dos artistas em cartaz”.

O festival arranca com Kroniko, Sacik Brow, Alcool Club e um DJ set de Gijoe. No dia 3, o cabeça de cartaz é Piruka, que atua no mesmo palco que os Grognation, Mishlawi, Phoenix RDC, Cálculo e Nel’Assassin.

A 4 de agosto, será o dia para ouvir a música de Slow J, Kappa Jotta, TNT e DJ Kwan. O festival encerra com a dupla Mundo Segundo & Sam The Kid, Dillaz, Eva Rapdiva, Holly Hood e Stereossauro. Vai haver ainda graffiti de YouthOne, entre os dias 3 e 5.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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