A Feira Medieval de Belver regressa este ano com organização da junta de freguesia local. Foto: DR

A Mostra de Artesanato e Gastronomia, o Beat Fest e a Feira Medieval de Belver podem não ver luz verde para arrancar em 2022, apesar dos atuais números da pandemia. Isto porque o executivo de Gavião mantém dúvidas sobre a realização destas festas promovidas pela Câmara Municipal. A decisão será tornada pública na próxima reunião de Câmara, no inicio de abril.

A pergunta surgiu do vereador eleito pelo Partido Social Democrata, Vitor Filipe, que notando uma diminuição na dotação da Cultura quis saber se era intenção do executivo não apoiar ou não apostar nas festas no concelho de Gavião, no verão de 2022.

ÁUDIO | VEREADOR DO PSD, VITOR FILIPE:

A Câmara Municipal de Gavião é promotora do Beat Fest, na Comenda, da Mostra de Artesanato, Gastronomia e Atividades Económicas de Gavião, e da Feira Medieval de Belver mas sobre o regresso das festividades em meados de março, as dúvidas mantém-se, deram conta o presidente da Câmara, José Pio, e o vice-presidente, António Severino.

“Ainda não tomámos uma decisão definitiva relativamente às que promovemos”, começou por dizer o presidente dando conta de indecisão “em relação a muitas coisas”, acrescentando, no entanto, que a Câmara apoiará “as associações que quiserem fazer as festas”.

A “dúvida” prende-se essencialmente com o formato de pagamento aos artistas, alterado após dois anos de pandemia em que a Cultura foi dos setores mais prejudicados. Ou seja, atualmente os artistas contratados para animar as festas requerem um pagamento de 50% do valor total, se o evento não se realizar, por qualquer motivo, incluindo num cenário de eventual retrocesso do cenário pandémico, perdendo a Câmara esse valor.

Por isso, “estamos a segurar até ao limite!”, justificou o autarca socialista numa altura em que o tempo começa a ficar curto para contratar artistas para festas que decorrerão em junho e julho.

“É uma decisão que iremos tomar na próxima reunião”, assegurou José Pio, sublinhando que “a pior coisa que nos podia acontecer” era “ter de pagar e não ter o retorno em termos daquilo que queremos que exista”.

Para além do constrangimento da pandemia, ou seja, “para lá do aumento dos preços” dos trabalhos de entretenimento artístico, o Beat Fest “é organizado em parceria com um promotor, que tem algumas contrapartidas, atribuímos um valor e depois toda a receita é para esse promotor. Acontece que noutros anos esse promotor, nesta data, já tinha vendido cerca de mil bilhetes. Neste momento nem artistas tem. Andamos em conversações. Está em causa os timings e a coisa não correr da melhor maneira”, explica por seu lado António Severino.

ÁUDIO | PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE CM GAVIÃO, JOSÉ PIO E ANTÓNIO SEVERINO:

Assim, a decisão está agendada para a próxima reunião de executivo a ter lugar no dia 8 de abril.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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