Praia fluvial do Alamal, em Gavião. Foto: DR

A época balnear no concelho de Gavião abre esta segunda-feira, 20 de junho, com um nadador salvador na praia fluvial do Alamal. No entanto, a partir de 1 de julho a vigilância será reforçada com dois nadadores salvadores de serviço, garantiu ao nosso jornal o vice-presidente da Câmara, António Severino, à margem da reunião de executivo que teve lugar no dia 15 de junho.

A época balnear neste concelho do Alto Alentejo prolonga-se até dia 15 de setembro, com o espaço da praia fluvial do Alamal “sem alterações” relativamente aos anos anteriores.

A autarquia volta a autorizar este ano o campismo informal na Quinta do Alamal – Praia Fluvial do Alamal, naquele espaço que é visitado todos os anos por milhares de pessoas, com o campismo limitado a 50 pessoas em simultâneo.

Praia Fluvial do Alamal, Gavião

A pensar “na segurança” e também “na capacidade do espaço”. Apesar de a Quinta do Alamal ter uma capacidade de alojamento superior, o executivo optou “por esta limitação” tendo em conta a “grande afluência” de turistas já verificada no último fim-de-semana prolongado, devido ao feriado do 10 de junho.

À semelhança dos anos anteriores, o pedido do campista terá de ser realizado através do Requerimento Próprio, que poderá ser entregue presencialmente no edifício da Câmara Municipal de Gavião (dias úteis das 9h00-13h00/14h00-17h00), ou enviando e-mail para gap@cm-gaviao.pt ou geral@cm-gaviao.pt. A autarquia emitirá uma credencial a apresentar depois ao nadador salvador. A vigilância na praia fluvial estará assegurada diariamente das 09h00 às 19h00.

Vice-presidente da Câmara Municipal de Gavião, António Severino

Gavião continua a ser o único concelho do Alentejo cujo território se estende acima do rio Tejo, pela freguesia de Belver, com um castelo a marcar a paisagem na praia fluvial do Alamal.

E se as águas do rio Tejo podem ser um pouco frias, isso é um detalhe quando cá fora as temperaturas podem ultrapassar os 40 graus já não só durante o verão mas também na primavera, como tem acontecido nestes primeiros dias de junho.

Situada na margem esquerda do Tejo, a calma das águas da praia fluvial do Alamal, apenas possível graças à localização entre duas barragens — a de Belver a jusante e a de Fratel a montante – convidam ao repouso e a tirar o máximo partido do sol.

Na antiga quinta, atualmente transformada em centro balnear, existem várias zonas de descanso e tranquilidade para os períodos de maior calor, a fonte do Lagarto, uma fonte com água de nascente, trilhos para pequenas caminhadas, dois tanques de água e uma zona relvada para piqueniques.

Castelo de Belver visto do Passadiço do Alamal.

A praia fluvial do Alamal “é o ex-libris do concelho enquanto espaço de descanso e permanência” considera o presidente da autarquia, José Pio, indicando o Alamal River Club, a unidade de alojamento constituída por um conjunto de três edifícios que oferecem 17 quartos, a 20 metros do areal, e o Bar do Alamal onde podem ser apreciados os pratos da região.

No areal colmos em dupla com espreguiçadeiras podem ser alugados. A praia fluvial do Alamal oferece todas as comodidades de uma praia tradicional, constituída com areia, apoio de praia com casas-de-banho e duches, atividades náuticas – os banhistas têm à disposição gaivotas, caiaques, passeios de barco no rio e podem ainda praticar desportos mais radicais como o ski aquático -, ancoradouro e ainda os passadiços do Alamal para quem gosta de caminhar.

Cais flutuante da Praia Fluvial do Alamal, Gavião. Créditos: CMG

E para chegar à praia fluvial do Alamal, quem vier de Lisboa segue pela A23 e sai para a EN244 em direção a Gavião e depois na rotunda vira à direita (tem indicação de praia fluvial).

Se optar por viajar sem pagar portagem segue em direção a Coruche, depois em direção à barragem de Montargil, Ponte de Sor e Gavião pela EN224 e vira à esquerda na última rotunda à saída de Gavião. As Coordenadas GPS são: 39.488018, -7.967594.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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