Foto Ilustrativa Foto: D..R

‘Café Memória Faz-se à Estrada’ é uma iniciativa que vai decorrer na Biblioteca Municipal de Gavião, este sábado, dia 30 de março, das 15h00 às 17h00 .

Esta iniciativa consiste na aplicação inovadora de um modelo assente na itinerância, já usado em outros contextos e épocas, para ir ao encontro de comunidades que vivem fora dos grandes centros urbanos. Pretende-se chegar a estas populações para as informar e sensibilizar sobre as demências, de forma descontraída e informal.

As sessões incluem o acolhimento individual de cada um dos participantes, uma dinâmica de apresentação seguida de uma pausa para café para promover o convívio entre todos. Termina-se com a apresentação do tema “Vamos falar sobre Doença de Alzheimer e outras demências” pelos dois técnicos que conduzem a sessão.

O ‘Café Memória Faz-se à Estrada’ nasceu do sucesso que o Café Memória tem tido nos últimos seis anos. Assim a Sonae Sierra e a Alzheimer Portugal, em parceria com a Fundação Montepio, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, lançaram uma nova vertente deste projeto para percorrer as estradas de Portugal e chegar às populações que vivem fora dos grandes centros urbanos.

O ‘Café Memória’ foi lançado em 2013 e consiste numa intervenção comunitária na área das demências complementar à resposta técnica. Conta atualmente com 19 locais de encontro em todo o país e com o contributo de mais de 60 entidades parceiras, a nível nacional e local. Destina-se a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como aos seus familiares e cuidadores e concretiza-se com a criação de locais de encontro para partilha de informação, experiências e suporte mútuo, com o acompanhamento de profissionais de saúde ou ação social e voluntários.

Visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida e redução do isolamento social em que muitas destas pessoas e famílias se encontram e sensibilizar as comunidades locais para a relevância crescente do tema das demências, desconstruindo o estigma que lhe está associado.

A participação é gratuita.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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