O ministro da Educação, João Costa, em visita à escola de Gavião. As aulas arrancaram esta quarta e vão decorrer em simultâneo com as obras de requalificação e ampliação. Créditos: mediotejo.net

“Já construíram estaleiro e as aulas irão decorrer paralelamente à obra, com alguma dificuldade, durante este ano, devido aos barulhos e incómodos que uma obra obriga mas é o fruto para a modernidade”, disse ao nosso jornal o presidente da autarquia, José Pio (PS), dando conta de uma preocupação diária para manter a “qualidade” das aulas.

“Neste momento o espaço escolar já está isolado da zona de obra para não ocorrerem perturbações e no sentido de minimizar o barulho”, acrescentou.

A 16 de julho, o ministro da Educação, João Costa, esteve em Gavião para colocar simbolicamente a primeira pedra das obras de ampliação do edifício sede do Agrupamento de Escolas de Gavião. A empreitada, no valor de 750 mil euros, resulta de uma candidatura ao Programa Operacional do Alentejo com financiamento comunitário de 85%, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio.

Uma obra com o prazo de execução de 365 dias que arrancou agora e que se espera finalizada antes de iniciar o ano letivo de 2023/2024, ou seja daqui a um ano.

No dia do lançamento da primeira pedra os arquitetos Vitor Soares e Ana Vieira da Silva, responsáveis pelo projeto, explicaram que a obra implica a construção de mais 4 salas e uma sala polivalente que servirá como sala de convívio e também para eventos, com uma porta para o exterior.

“Será muito mais ampla que a atual, com cerca de 200 metros quadrados”, disse Vitor Soares ao nosso jornal.

As quatro salas têm capacidade para se transformar em duas grandes, graças a painéis retráteis. Todas têm ar condicionado mas foi pensado um “varrigemento de ventilação” para renovação do ar, sem que seja necessário abrir as janelas. “Vai permitir um outro conforto térmico mesmo no inverno”, referiu o arquiteto.

As salas mais expostas ao sol contam ainda com painéis verticais no interior que rodam, evitando a entrada de sol direto mas permitindo a luminosidade.

Durante o ato simbólico e lançamento da primeira pedra, o ministro João Costa começou por dizer ser “uma grande alegria” estar presente num projeto como o de Gavião. E comprometeu-se a estar presente na inauguração, que será no ano letivo de 2023/2024.

O ministro da Educação, João Costa, e José Pio, presidente da Câmara de Gavião, deram início às obras de ampliação do edifício sede do Agrupamento de Escolas de Gavião. Fotografia: mediotejo.net

Para o ministro, a Escola de Gavião é um estabelecimento que “se reinventa, com espaços multiusos e polivalentes” e comentou que “já não estamos no tempo de escolas de modelo autocarro”.

O governante concluiu afirmando que “para quem trabalha [corpo docente e não docente] e para quem estuda, as condições físicas não são um pormenor”.

O presidente José Pio, por sua vez, referiu que esta obra agora iniciada reflete a aposta do município na Educação, dotando esta escola com espaços dignos e de qualidade.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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