Águas do Alto Alentejo estabelece tarifário de limpeza de fossas. Foto ilustrativa: DR

No âmbito do tarifário da empresa intermunicipal Águas do Alto Alentejo (AAA), em funcionamento desde o dia 1 de julho, o vice-presidente da Câmara Municipal de Gavião, António Severino, deu conta de algumas alterações nas taxas de saneamento, na última reunião de executivo. Aos utilizadores que disponham de serviço de abastecimento de água, serão cobradas taxas fixas e variáveis de saneamento, que lhes darão o direito a um determinado número de limpezas de fossas por ano.

Assim, para quem não tenha saneamento básico em rede, a limpeza das fossas será gratuita, três vezes por ano, para um consumidor que gaste mensalmente entre zero e 15 metros cúbicos.

Um consumidor que, por mês, consuma entre 15 a 25 metros cúbicos de água tem direito a 4 limpezas gratuitas. E os utilizadores com consumos superiores a 25 metros cúbicos mensais terão direito a cinco limpezas de fossas séticas gratuitas anuais. Excedendo esse número, para serviços adicionais sem acesso a rede, António Severino dá conta que cada limpeza ronda os 60 euros.

A empresa intermunicipal Águas do Alto Alentejo, com sede em Ponte de Sor, é responsável pelos contratos de abastecimento de água e saneamento de águas residuais dos munícipes de 10 concelhos do Alto Alentejo.

Ou seja, a AAA é a empresa responsável pela exploração e gestão dos sistemas ‘em baixa’ de abastecimento de água e saneamento de águas residuais dos Municípios de Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel.

A missão é sintetizada no seguinte: providenciar à sociedade serviços públicos essenciais de abastecimento de água, de saneamento de águas residuais urbanas (…) visando o bem-estar geral, a saúde pública e a segurança coletiva das populações, o desenvolvimento económico e a proteção do ambiente, respeitando princípios de universalidade no acesso, de continuidade e qualidade de serviço e de eficiência e equidade dos preços.

A estratégia proposta para o cumprimento da missão estabelecida e para a concretização da Visão idealizada pretende tirar proveito do espírito de coesão e solidariedade intermunicipal, para adotar as soluções globalmente mais eficientes, em termos organizacionais e de escala.

Águas do Alto Alentejo assume gestão dos sistemas de 10 concelhos de Portalegre

A empresa intermunicipal Águas do Alto Alentejo (AAA) anunciou no final de junho que iria assumir a gestão dos sistemas públicos de abastecimento de água em baixa e de saneamento em 10 municípios do distrito de Portalegre, o que viria a suceder a 1 de julho.

Hugo Hilário, presidente da CIMAA e da CM Ponte de Sor. Foto arquivo: CIMAA

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que o serviço de gestão da exploração da rede em baixa teria início no dia 1 de julho, abrangendo os concelhos de Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel.

A AAA, que iniciou a sua atividade em agosto de 2020, é constituída por capitais “100% municipais” e tem como acionistas aqueles 10 concelhos do distrito de Portalegre.

O presidente do conselho de administração da AAA, Hugo Hilário, explicou à Lusa que a criação deste tipo de empresas resulta de uma normativa europeia sobre a promoção da eficiência dos sistemas e da sustentabilidade ambiental.

“Tínhamos três soluções”, que eram “concessionar a privados, fazer uma parceria público-privada para esta concessão ou criar uma empresa pública”, tendo os municípios optado por esta última, disse.

Citado no comunicado, Hugo Hilário, que é também presidente da Câmara de Ponte de Sor, indicou que a opção por uma empresa intermunicipal “permite vantagens estratégicas e de gestão” e o acesso a fundos comunitários que, de outra forma, “não estariam ao alcance” dos municípios, se estes atuassem isoladamente.

Desde a sua constituição, a empresa já foi “responsável” pela captação de “cerca de sete milhões de euros”, realçou.

Graças a essas verbas, foram desenvolvidos trabalhos de renovação e reparação de infraestruturas nos territórios de cada um dos municípios acionistas.

Estas obras visaram reduzir “fortemente” a perda de água e, consequentemente, os custos associados a essas perdas, “contribuindo diretamente” para o objetivo assumido de sustentabilidade, disse a AAA.

“Com estas intervenções, temos conseguido, por exemplo, levar bons serviços de saneamento de águas residuais e de abastecimento de água a localidades que até aqui não os tinham”, referiu o presidente do conselho de administração da empresa.

c/LUSA

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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