Ferreira do Zêzere goleou a AMSAC.

SPORT CLUBE FERREIRA DO ZÊZERE 5 – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS 1
Campeonato Nacional de Futsal – 2ª Divisão – Apuramento do Campeão – 18ª jornada
Pavilhão Municipal em Ferreira do Zêzere
07-05-2022

Depois do jogo anterior com o Belenenses ter interrompido um ciclo vitorioso de nove jornadas, o Ferreira do Zêzere, candidato assumido à subida à Liga Placard, tinha de retificar na receção à Associação de Moradores de Santo António dos Cavaleiros (AMSAC). Exigia-se nada menos que uma vitória sobre um adversário direto que havia vendido cara a derrota no jogo da primeira volta, em Lisboa.

Rogério Serrador soube recuperar a confiança dos seus pupilos e a derrota com os “azuis” já era coisa do passado quando a bola começou a rolar na quadra.

AMSAC perdeu em Lisboa pela margem mínima.

Pouco depois do árbitro internacional Eduardo Coelho ter dado início à partida, cedo se percebeu que a equipa ferreirense, embalada pelo forte apoio vindo das bancadas, cedo queria resolver rapidamente a contenda a seu favor. Com minuto e meio de jogo, Romário assistiu Buzuzu que rematou de primeira para uma enorme defesa de Welton. Na reposição Buzuzu rematou ao lado.

Pouco depois Romário entrou na área, tentou ganhar o canto, e quando Welton já tinha a bola em seu poder foi rasteirado. Grande penalidade com tanto de justo como de desnecessário. A AMSAC ainda colocou na baliza Marco Tavares, grande a encher a baliza, mas Romário não vacilou e abriu a contagem.

Romário marcou de grande penalidade.

A reação dos visitantes não se fez esperar e procurou anular a vantagem caseira. Paulo Major testou a sua meia distância mas o forte remate foi travado pela cortina defensiva. Já perto dos cinco minutos de jogo foi a vez de Quintela, um jovem cheio de talento, rematar já na área, brilhando Guilherme a grande altura.

O guarda redes escalado para a baliza da equipa da Capital do Ovo iria ser decisivo na vitória da sua equipa com um punhado de defesas de altíssimo nível. Na resposta, Tukinha passou velozmente pelo compatriota Welton e quase sem ângulo rematou, com o esférico a desviar num defensor e a alojar-se na baliza dos lisboetas. Estava feito o segundo golo para o Ferreira do Zêzere.

Tukinha ampliou a vantagem.

A perder por dois golos ainda antes do cronómetro chegar aos cinco minutos, Manuel Jorge, técnico da AMSAC, pediu a regulamentar pausa técnica, tentando as correções possíveis.

A correr atrás do prejuízo a equipa de Lisboa viu o capitão Bruno Martins assistir Paulo Major que rematou para a trave. Responderam os da casa com um trabalho soberbo de Tukinha na área, apenas sendo travado por Luís Nunes, que cortou para canto.

Com oito minutos de jogo, após remates de Bruno Martins e Paulo Major, intercetados pela barreira defensiva ferreirense, a equipa da casa viu Luís Nunes criar perigo mas com o remate a sair ao lado.

AMSAC nunca deixou de procurar o golo.

A equipa da casa sentia que a equipa adversária não iria desarmar e continuou a tentar ampliar o resultado, colocando-se a salvo de alguma contrariedade. Numa iniciativa individual, Rui Fortes verificou que os companheiros não o acompanharam. Sem outra solução, Fortes optou por rematar para mais uma excelente defesa para canto de Welton.

Com nove minutos jogados, David Costa trabalhou bem sobre o seu marcador direto e rematou ao poste.
Segundos depois Romário, numa segunda vaga, assistiu Rui Fortes para o 3-0 e para mais uma explosão de alegria nas bancadas. Ainda antes dos dez minutos a equipa de Rogério Serrador, extremamente eficaz, chegava a um resultado que a deixava cómoda na partida.

AMSAC foi adversário de qualidade mas Ferreira do Zêzere impôs o seu futsal

A resposta da AMSAC foi imediata e Luís Nunes rematou ao lado. O jogo entrou numa toada de parada e resposta com o perigo a rondar ambas as balizas. Rui Fortes assistiu Diogo Simões que viu, e terá sentido, Welton “entrar com tudo” e desarmá-lo quando se preparava para rematar. Paulo Major rematou para as mãos de Guilherme e Diogo Simões ao lado.

Já com 12 minutos jogados Xisto rematou forte mas por alto. Vlademir voltou a colocar Guilherme à prova e o guarda redes voltou a brilhar a grande altura. Defendeu para canto.

Guarda redes Guilherme ia negando o golo aos visitantes.

Paulo Major pareceu ser o jogador mais inconformado na equipa de Santo António dos Cavaleiros. Os seus remates ou ficavam na cortina defensiva da equipa ferreirense ou não levavam a melhor direção. Aos 15 minutos ganhou o esférico a Buzuzu e assistiu Luís Nunes na perfeição. Valeu o corte providencial de Rui Fortes. Voltaria a ser decisivo a desarmar Telmo Sousa após roubo de bola.

Paulo Major perdeu para Rui Fortes que ganhou terreno e rematou para um golo certo. Major redimiu-se cortando no limite para canto. Na sequência do canto Diogo Simões rematou de longe por cima da baliza de Welton. Com o jogo a encaminhar-se para o intervalo, Guilherme voltou a estar em foco ao defender um forte remate de Paulo Major. Rogério Serrador pediu a regulamentar paragem do jogo por um minuto.

Reação muito positiva dos lisboetas.

No recomeço, o capitão Bruno Martins executou um vistoso pontapé de bicicleta que resultou em defesa fácil de Guilherme, que lançou o contra golpe. Diogo Simões ficou cara a cara com Welton mas não conseguiu levar a melhor. A faltarem três minutos para o descanso, e quando rodava para a baliza, Xisto sofreu falta dura do guarda redes Welton, ficando caído na quadra. A equipa de arbitragem poupou o cartão ao guarda redes visitante.

Foi em completa repartição de oportunidades e posse de bola que chegou o intervalo. Resultado aceitável podendo ter havido mais golos em ambas as balizas. Expectativas altas para tentar perceber a capacidade de reação dos lisboetas.

“Achigãs do Zêzere” foram incansáveis no apoio à sua equipa.

O complemento começou com dois remates ao lado das balizas, um para cada lado, sendo os seus autores Rui Fortes e Paulo Major. Com 22 minutos, Romário fez uma falta em zona perigosa e na cobrança Telmo Sousa voltou a colocar Guilherme à prova. Os guarda redes e os “ferros” repartiam protagonismo. O remate de David Costa encontrou o poste da baliza de Welton. No contra golpe Bruno Martins isolou-se mas perdeu no duelo com Guilherme.

Aos 24 minutos Paulo Major assinou um grande momento de futsal. O remate espontâneo, de muito longe, levou o esférico a entrar na baliza de Guilherme como uma “bomba”.

Guilherme brilhou mas foi impotente para travar remate de Major.

Este golo veio relançar o jogo…Tudo iria depender da forma como as equipas iriam reagir. Embalados pelo golo, os homens da capital carregaram e Xisto teve de se aplicar para cortar o remate de Quintela. Diogo Simões fez falta dura e viu o cartão amarelo aos 26 minutos. Major cobrou diretamente para as mãos de Guilherme.

Entretanto Xisto assumia o processo criativo do Ferreira do Zêzere. Depois de ameaçar fazer golo por duas vezes, proporcionando uma grande defesa a Welton, assistiu de calcanhar Diogo Simões que rematou na passada fazendo um golo monumental.

Na reposição, um minuto exato após o 4-1 Tiago Costa, numa insistência, foi até ao fim pela direita fixando o resultado final, não dando espaço à AMSAC para “sonhar”.

Ferreira do Zêzere não deu veleidades ao adversário.

Só que ainda faltavam 12 minutos para jogar e em Futsal é uma “eternidade”…Na verdade, a equipa de Manuel Jorge nunca se rendeu e foi fazendo valer os seus argumentos em busca de reduzir a expressão do marcador. Com o jogo “partido” as ocasiões dividiram-se pelas duas balizas.

Uma arrancada de Luís Nunes em velocidade e o remate na passada encontrou o poste da baliza da equipa da casa. Guilherme iria ser admoestado com o cartão amarelos por palavras dirigidas ao árbitro e a sua equipa atingiu a quinta falta com muito para jogar: sete minutos.

Jogo disputado até ao apito final.

A AMSAC não conseguiu a sexta falta que daria a possibilidade de reduzir a diferença no marcador e o jogo foi perdendo fulgor terminando com o resultado em 5-1, fixado aos 28 minutos.

Vitória justa e robusta, da melhor equipa na quadra. Grande atitude da equipa que viajou de Santo António dos Cavaleiros que mereceria mais golos. Só que era dia de Guilherme Oliveira, que soube justificar a escolha de Rogério Serrador para a baliza do Ferreira do Zêzere, equipa que jogou toda ela a um nível qualitativo altíssimo. Excelente jogo de futsal e de promoção da modalidade.

Arbitragem imaculada duma equipa chefiada por um dos melhores árbitros portugueses. Soube dignificar a Arbitragem e as insígnias da FIFA que ostenta. O Ferreira do Zêzere desloca-se ao Macedense nesta caminhada para a Liga Placard, onde tem legítimas pretensões em estar na próxima época. Segue em segundo lugar, a um ponto do Caxinas, sendo que as primeiras duas equipas sobem diretamente de divisão. Confira AQUI os resultados da jornada e a classificação atualizada.

Arbitragem em grande nível.

Ficha do Jogo:

SPORT CLUBE FERREIRA DO ZÊZERE:
Guilherme, Buzuzu, David Costa, Romário e Rui Fortes.
Suplentes: Alex, Tukinha, João Batista, Diogo Simões, Xisto, Jorge Mata, Diogo Nunes, Hugo Freitas e Tiago Costa.
Treinador: Rogério Serrador.

Sport Clube Ferreira do Zêzere.

AMSAC-ASSOCIAÇÂO DE MORADORES DE SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS:
John Welton, Telmo Sousa, Henrique Júnior, Quintela e Bernardo Almeida.
Suplentes: Marco Tavares, Luís Nunes, Samuka, Vlademir, Paulo Major, Zeca, Bruno Martins e Tiago Carvalho.
Treinador: Manuel Jorge.

Associação de Moradores de Santo António dos Cavaleiros.

GOLOS:
Romário [g.p.], Tukinha, Rui Fortes, Diogo Simões e Tiago Costa (F.Zêzere); Paulo Major (AMSAC).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Eduardo Coelho (AF Aveiro) e João Sinval (AF Braga)
Cronometrista: Pedro Costa (AF Coimbra).

Equipa de Arbitragem: Eduardo Coelho, João Sinval e Pedro Costa com os capitães.

No final ouvimos ambos os técnicos:

ROGÉRIO SERRADOR (Ferreira do Zêzere)

Rogério Serrador, treinador do Ferreira do Zêzere. Foto arquivo: mediotejo.net

MANUEL JORGE (AMSAC)

Manuel Jorge, treinador da AMSAC.

*Com David Belém Pereira (multimédia)

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *