ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 3 – SPORT LISBOA E BENFICA 1
Campeonato Nacional da 1ªDivisão – Liga Placard – 2ªjornada
Pavilhão Municipal de Ponte de Sor
16-10-2021
Muito público acorreu ao Municipal pontessorense para a visita da equipa de futsal do Sport Lisboa e Benfica à sua congénere alentejana do Eléctrico Futebol Clube. Como sempre sucede quando as “águias” visitam Ponte de Sor, previam-se sérias dificuldades para os lisboetas.

No confrontos anteriores o Eléctrico nunca havia vencido e a tarefa não se adivinhava fácil.
O Benfica, no arranque do campeonato, recebeu e venceu os Leões de Porto Salvo por inequívocos 4-0 e os pontessorenses foram vencer a Viseu por três golos sem resposta.

A equipa liderada por João Freitas Pinto sofreu uma verdadeira revolução no plantel, com muitas caras novas a quererem mostrar perante a massa adepta que são verdadeiros reforços. Do cinco inicial apenas o guarda redes André Correia conhecia os “cantos da casa”…
No Benfica, o técnico espanhol Pulpis foi forçado a deixar dois jogadores sem formação local de fora da convocatória. Os sacrificados para este jogo foram Tayebi e Chishkala.
O Benfica, ciente das dificuldades em vencer na Ponte de Sor, cedo quis resolver a contenda e pertenceram-lhe as melhores iniciativas no inicio da partida.

Depois de André Correia mostrar que está em grande forma logo no segundo minuto, com duas enormes intervenções, viu o seu ex-companheiro Silvestre rematar para nova defesa de grande qualidade.
Com o Eléctrico na defensiva, tapando os caminhos da sua baliza, o Benfica fazia subir o guarda redes Roncaglio, bom a jogar com os pés, procurando superioridade no ataque.
O jogo ia-se desenrolando sem que os benfiquistas acelerassem o ritmo, optando pela posse segura do esférico, não permitindo aos alentejanos remate à baliza. Se é verdade que Roncaglio não foi colocado à prova também é um facto que André Correia e colegas iam tapado o caminho da sua baliza.

Assim foi até ao sexto minuto. O Eléctrico começou paulatinamente a equilibrar a contenda e Hugo Nevea obrigou Roncaglio a defesa apertada. Logo a seguir, aos oito minutos, Russo perdeu a bola e Jacaré, num duelo muito interessante com André Correia, não conseguiu marcar. Aos dez minutos Fits rematou por alto quando o Eléctrico já subira as linhas obrigando Roncaglio e a defensiva encarnada a redobrada atenção.
Num livre para o Benfica Rafael Henmi, em lance estudado, rematou ao lado. Aos 14 minutos os alentejanos quase marcaram. Russo assistiu Ygor Mota que, com espaço para o remate, obrigou o guarda redes benfiquista a defesa de qualidade.

Após ser ultrapassado o quarto de hora e ambos os técnicos terem usado as pausas técnicas, Hugo Neves descobriu Russo ao segundo poste. Roncaglio antecipou-se, evitando males maiores. Aos 17 minutos Rômulo rematou perto dos ferros da baliza de André Correia e o Benfica atingiu a quinta falta.
No minuto seguinte novo duelo de Jacaré e André Correia com o guarda redes da equipa da casa a levar a melhor. Entretanto a sexta falta dos encarnados levou Hugo Neves para a marca dos dez metros mas atirou ao alcance do guarda redes que manteve a sua baliza inviolada.
De seguida o guarda redes André Correia subiu na quadra e assistiu Russo que, na cara de Roncaglio, não se fez rogado e abriu a contagem para delírio dos muitos adeptos presentes.

A ganhar e com o público em festa, o Eléctrico dispôs-se a guardar a preciosa vantagem, ainda que tivesse de recorrer à falta. Já no derradeiro minuto da primeira parte, Henmi disparou um forte remate que não levou a melhor direção e o Eléctrico fez a quinta falta já a segundos do descanso.
Pouco depois soou a buzina e o intervalo de um bom jogo de futsal chegou, com a equipa da casa a vencer com mérito, depois duma entrada forte do seu oponente. A escassez de golos pode-se atribuir às excelentes prestações de ambos os guarda redes.

O regresso dos atletas à quadra não trouxe grandes novidades. O Benfica corria agora atrás do prejuízo e punha-se a jeito dos contra golpes da equipa de Ponte de Sor.
Aos 23 minutos, Russo, vendo um “buraco” na zona central, teve uma excelente iniciativa e obrigou o guarda redes benfiquista a defesa apertada, com o pé. Com o Benfica numa estranha apatia o Eléctrico aumentou o “score” aos 25 minutos.
Numa reposição lateral, Matheus encontrou Ferrugem em cima da linha de fundo e este serviu Daniel Airoso que não perdoou. Estava feito o 2-0 para o Eléctrico.

Cada vez estava mais difícil a tarefa dos comandados de Pulpis. Aos 28 minutos, depois de Jacaré rematar ao lado, Rafael Henmi obrigou André Correia a nova defesa de elevada dificuldade.
Um desaguisado entre Arthur e Hugo Neves levou o árbitro escalabitano Toni Pereira a exibir o cartão amarelo a ambos.
À passagem da meia hora Silvestre tentou assistir Fits na zona de tiro mas um providencial corte não permitiu melhor. No lance seguinte Diego Roncaglio subiu no terreno e desferiu um forte remate. A bola, desviada em Fits, quase traia André Correia.

Aos 34 minutos Robinho rematou para defesa incompleta de André Correia que ainda se recompôs para defender a recarga de Fits. No minuto seguinte, numa fase de forte assédio dos encarnados, Fits rematou “à queima” para defesa de André com a perna permitindo a emenda de Arthur que reduziu para as “águias”.
Com 2-1 no marcador, João Freitas Pinto pediu uma pausa técnica. Aos 36 minutos Robinho rematou forte para defesa de André Correia. Lançado o rápido contra golpe, Peixinho assistiu Hugo Neves que voltou a dar dois golos de vantagem aos donos da casa.

Com três minutos para jogar o técnico do Benfica pediu uma paragem afim de preparar o 5X4, com Rafael Henmi como guarda redes avançado. Jacaré e Robinho não conseguiram bater André Correia e Arthur ainda acertou no poste da baliza dos pontessorenses mantendo o resultado até final.
Estava consumada uma justa vitória do Eléctrico que, vencendo o seu valoroso opositor pela primeira vez, escreveu no seu historial uma página a letras de ouro. O Benfica entrou melhor mas permitiu que o Eléctrico fosse subindo na quadra. Quando tentou inverter a tendência do jogo esbarrou numa equipa segura e de olho na baliza de Roncaglio. Boa arbitragem.

Ficha do Jogo:
ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
André Correia, Ferrugem, Matheus, Daniel Airoso e John Lennon.
Suplentes: Diogo Basílio, Peixinho, Bruno Graça, Gustavo Rodrigues, Ygor Mota, Russo e Hugo Neves.
Treinador: João Freitas Pinto.

SPORT LISBOA E BENFICA:
Diego Roncaglio, Nilson, Silvestre, Robinho e Fits.
Suplentes: André Sousa, Rômulo, Afonso, Tomás Silva, Arthur, Rafael Henmi, Bruno Cintra, Pedro Marques e Jacaré.
Treinador: Pulpis.

GOLOS:
Russo, Daniel Airoso e Hugo Neves (Eléctrico), Arthur (Benfica).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Toni Pereira (AFSantarém) e Filipe Almeida (AFAveiro)
Cronometrista: Alexandre Costa (AFAveiro).

Os técnicos falaram à Comunicação social:
JOÃO FREITAS PINTO (Eléctrico)

PULPIS (Benfica)

“Parabéns ao Eléctrico pela vitória, fez um grande jogo. Começámos muito bem, os primeiros cinco minutos foram espetaculares, parecia que tínhamos o jogo nas mãos, falhámos três, quatro oportunidades de golo claras. A partir daí, acelerámo-nos muito, queríamos marcar no segundo, terceiro passe, jogámos demasiado verticais, fomos perdendo o controlo do jogo e o adversário foi crescendo e acreditando. Estivemos muito passivos, faltou-nos ler melhor o jogo. Fomos capazes de recuperar um pouco o controlo do jogo nos últimos minutos da segunda parte, mas já tínhamos perdido muitas ocasiões. Nos próximos encontros, temos de marcar mais o ritmo do jogo. Esta partida demonstra duas coisas: que ainda nos falta muito trabalho juntos (fizemos apenas nove treinos em conjunto) e que esta Liga Placard vai ser muito difícil, pois as equipas estão a crescer muito. Na quarta-feira temos jogo em casa frente ao Braga, é uma oportunidade para nos redimirmos.”
