ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 1 – SPORT LISBOA E BENFICA 2
Liga Placard – Apuramento do Campeão – Meias-finais – 1º jogo
Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor
10-06-2022
O Eléctrico, depois de eliminar o Braga nos quartos de final em três jogos, estreou-se nas meias-finais da Liga Placard contra o Benfica que derrotou o Leões de Porto Salvo em apenas dois jogos. Esta inédita presença numa fase tão adiantada da prova é o justo prémio para a excelente época dos alentejanos, onde, com uma equipa totalmente remodelada, bateu o seu recorde de pontos e almejou a melhor classificação na fase regular desde que milita no principal escalão do futsal, o terceiro lugar, apenas com Sporting e Benfica à sua frente.
O pavilhão da cidade de Ponte de Sor encheu-se de adeptos na sexta-feira, maioritariamente afetos ao clube da casa, apesar do jogo ser televisionado. Apoio não faltou à equipa liderada por João Freitas Pinto.

Na equipa do Eléctrico Célio Coque era baixa de vulto mas as condições de empréstimo assim o obrigam e na equipa liderada por Pulpis ficaram fora dos convocados Roncaglio, Rômulo e Silvestre.
Os momentos iniciais foram de grande pressão atacante por parte dos donos da casa obrigando à primeira falta do Benfica ainda nos primeiros segundos. Matheus cobrou o livre mas a bola encontrou Nilson no caminho e o perigo passou. Pouco depois, na sequência dum canto, John Lennon rematou forte, a bola ressaltou num defensor e acabou nas mãos de André Sousa.
A resposta dos lisboetas chegou já no segundo minuto com Nilson a falhar à boca da baliza mas com Chishkala a rematar forte e Nilson a falhar a emenda com a baliza desguarnecida.

O Benfica tinha dificuldade em travar a velocidade dos alentejanos nas transições e recorria à falta.
John Lennon cobrou rasteiro, forte, mas sem direção. Entretanto os “encarnados” davam mostras de se libertarem da pressão inicial da equipa “verde e branca”…
No terceiro minuto Robinho rematou para defesa com o pé de André Correia junto à base do poste.
Pouco depois o jovem guarda redes do Eléctrico voltou a ser colocado à prova ao defender o forte remate de Chishkala e depois a emenda de Rocha. Aos quatro minutos Robinho, com muita qualidade, assistiu Chishkala que rematou forte, desta vez sem hipóteses para André Correia e abriu a contagem.

O golo empolgou a equipa das “águias” e Jacaré esteve perto de marcar. Num primeiro remate André Correia defendeu e no quinto minuto uma bola vertical apanhou o pivô na cara do guarda redes, rematando ao poste. Aos oito minutos os pontessorenses dispuseram de excelente oportunidade para empatar. Fábio Neves ganhou a bola ao iraniano Tayebi, ficando isolado na cara do guarda redes benfiquista que defendeu com classe.
Neves recarregou para nova defesa incompleta sobrando o esférico para Gustavo. André Sousa acabou por agarrar e definitivamente por fim ao lance. No minuto seguinte John Lennon testou a sua forte meia distância com a bola a ganhar altura e a perder-se pelo fundo.

À passagem do décimo minuto Ferrugem fez falta e viu o cartão amarelo. Esta falta, muito contestada pelos adeptos da casa, foi a quarta para o Eléctrico, ficando com pouco espaço de manobra no que ao número de falta dizia respeito. Os primeiros dez minuto foram intensos, com o Benfica a adiantar-se mas com a equipa o Eléctrico a jogar olhos nos olhos e a criar boas oportunidades para marcar.
Aos 11 minutos André Correia, temerário, arriscou em sair a jogar e foi por muito pouco que Robinho não lhe roubou a bola a meio da quadra. No minuto seguinte Rocha desenvencilhou-se de Peixinho e rematou rasteiro batendo André Correia, aumentando a vantagem dos “encarnados” para 2-0.

Com os lisboetas a ganharem vantagem de dois golos, de imediato João Freitas Pinto pediu a sua pausa técnica visando correções no jogo da sua equipa. Na verdade, pareceu resultar passando o Eléctrico a ter mais bola e a dispor de melhores oportunidades para marcar perante um Benfica expectante.
Aos 13 minutos Ygor Mota, assistido por Hugo Neves, rematou cruzado com a bola a “tirar tinta” ao poste da baliza de André Correia. No minuto seguinte foi Daniel Airoso a dobrar o passe para Neves que, isolado na cara de André Sousa, permitiu o corte. Pouco depois Hugo Neves recebeu de costas para a baliza, rodou e rematou para corte de Afonso.

A cinco minutos do descanso a equipa da casa atingiu a quinta falta e a contestação à equipa de arbitragem voltou a fazer-se alto e bom som. A equipa do Eléctrico, com esta falta, sabia que estava “proibida” de fazer nova falta pois levaria o Benfica para a marca do livre direto. O técnico dos “encarnados” pediu a sua pausa técnica. A caminho do intervalo, aos 17 minutos, o infeliz Ferrugem desviou um remate para a sua própria baliza, valendo o esforço do seu guarda redes. Já dentro do último minuto Robinho fez falta grosseira e viu o cartão amarelo. Foi a quinta falta das “águias”. Na cobrança do livre Hugo Neves rematou ao lado.

Foi o último lance da primeira parte. Os primeiros vinte minutos foram intensos, com ambos os conjuntos a procurarem o golo, sendo a equipa liderada por Pulpis a que mostrou mais eficácia no momento de rematar à baliza, Marcou por duas vezes e enviou uma bola aos ferros.
Nas bancadas do gimnodesportivo pontessorense acreditava-se na “cambalhota” no marcador. A equipa da casa apenas precisava de corrigir a pontaria…

No recomeço João Freitas Pinto lançou o guarda redes Diogo Basílio, em detrimento de André Correia, numa clara rotação entre dois jovens de muita qualidade. A equipa alentejana, a correr atrás do prejuízo, tinha de arriscar e foi o que fez. Com isso deu ao Benfica a possibilidade de surpreender.
Rocha ganhou um canto ao ver o se remate desviado por Matheus e aos 23 minutos a defesa da casa deixou Robinho sem marcação. O brasileiro, naturalizado russo, não conseguiu bater Basílio.

O Benfica parecia estar decidido em “matar” o jogo, marcando o terceiro golo. Diogo Basílio defendeu o forte remate de Arthur e John Lennon, no outro lado da quadra, obrigou André Sousa a defesa de elevada dificuldade. Aos 28 minutos a história do jogo podia ter tido um novo capítulo…
Daniel Airoso rematou rasteiro, André Sousa em esforço defendeu e a bola, caprichosa, embateu na barra.
Grande perdida para o Eléctrico. A resposta foi dada pelo iraniano Tayebi que em boa posição não encontrou o alvo.

No minuto seguinte o Benfica volta à carga. Chishkala isolou-se mas perdeu o tempo de remate. Tentou assistir Tayebi sem sucesso, gorando-se a jogada. À passagem da meia hora André Sousa encontrou Afonso no ataque e endossou-lhe o esférico. Afonso disparou muito por cima da baliza de Basílio. O Elétrico conseguiu isolar Hugo Neves mas este perdeu no duelo com o guardião André Sousa.
Aos 33 minutos Ferrugem conseguiu concretizar aquilo que o Elétrico já vinha anunciando. Servido por Ygor Mota, num passe de muita qualidade, Ferrugem tirou o guarda redes benfiquista do caminho e atirou a contar e reduziu para 2-1.

Com sete minutos para jogar e a diferença mínima a vigorar no marcador o jogo ganhou novos polos de interesse. O Eléctrico acreditava mas os alentejanos não podiam perder a concentração defensiva.
Rafael Henmi aproveitou a falta de marcação para rematar com muito perigo mas ao lado. Russo respondeu de imediato mas André Sousa, a destacar-se com uma exibição de alto nível, defendeu. Entretanto os pontessorenses perdiam Daniel Airoso por lesão. Mais uma dor de cabeça para o professor Freitas Pinto para o segundo jogo.
Aos 37 minutos o Eléctrico volta a ficar muito perto de marcar quando Fábio Neves desarmou Afonso. Valeu aos “encarnados” a defesa atenta de André Sousa, com o pé.

Logo depois Matheus fez uma falta passível da amostragem do cartão amarelo e Robinho, na transformação do livre, obrigou Basílio a boa defesa para canto. A faltar pouco mais de um minuto para o final da partida, o técnico do Eléctrico pediu a regulamentar pausa técnica, preparando o 5X4 com Russo como guarda redes avançado.
No recomeço Igor Mota rematou para nova defesa de bom nível de André Sousa. Com o tempo esgotado Matheus acreditou ser possível e disparou um “míssil” à baliza de André Sousa. O guarda redes benfiquista não se deixou surpreender e defendeu, por instinto, para o poste.

Pouco depois a equipa de arbitragem deu o jogo por terminado. Vitória aceitável dos lisboetas que assim ficam na frente da eliminatória e podem já este domingo, no seu reduto, carimbar a passagem para a final. A eficácia ofensiva na primeira parte deu-lhes uma vantagem que se revelou decisiva. O Eléctrico, que já havia vencido este adversário na fase regular, voltou a fazer uma boa exibição. Encontrou um André Sousa inspirado e a eficácia na altura do remate não foi a melhor. Pelo que fez merecia o prolongamento.
Eléctrico e Benfica voltam a encontrar-se este domingo, 12 de junho, no Pavilhão Fidelidade, pelas 17 horas, podendo o jogo ser visto, em direto, no Canal 11.

Ficha do Jogo:
ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
André Correia, Ferrugem, Matheus, Gustavo Rodrigues e John Lennon.
Suplentes: Diogo Basílio, Alexey Popovich, Fábio Neves, Daniel Airoso, Ygor Mota, Russo e Hugo Neves.
Treinador: João Freitas Pinto.

SPORT LISBOA E BENFICA:
André Sousa, Afonso Jesus, Robinho, Ivan Chishkala e Rocha.
Suplentes: Martim Figueira, Nilson, Arthur, Rafael Henmi, Bruno Cintra, Carlos Monteiro, Hossein Tayebi e Jacaré.
Treinador: Pulpis.

GOLOS:
Ferrugem (Eléctrico), Ivan Chishkala e Rocha (Benfica).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Tiago Silva (AF Porto) e Alexandre Costa (AF Aveiro)
3º árbitro: Gustavo Pereira (AF Porto)
Cronometrista: David Martins (AF Viseu).

No final ouvimos os treinadores de ambos os clubes:
JOÃO FREITAS PINTO (Eléctrico):

PULPIS (Benfica):

*Com David Belém Pereira (multimédia).
